Arquivo de Operação Concierge - Diario Cearense https://diariocearense.com/marcas/operacao-concierge/ Mon, 30 Sep 2024 15:24:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://diariocearense.com/wp-content/uploads/2024/03/DIARIO-CEARENSE-1-150x150.png Arquivo de Operação Concierge - Diario Cearense https://diariocearense.com/marcas/operacao-concierge/ 32 32 Empresário Wagner Amorim é Preso em Operação contra Fraudes Bilionárias com Fintechs https://diariocearense.com/empresario-wagner-amorim-e-preso-em-operacao-contra-fraudes-bilionarias-com-fintechs/24/07/ Mon, 30 Sep 2024 15:24:07 +0000 https://diariocearense.com/empresario-wagner-amorim-e-preso-em-operacao-contra-fraudes-bilionarias-com-fintechs/24/07/ Nesta segunda-feira (30), a Polícia Federal prendeu o empresário Wagner Amorim em Votorantim (SP), durante a Operação Concierge, que investiga fraudes bilionárias envolvendo fintechs. Amorim é o 15º suspeito preso desde que a operação foi deflagrada em agosto de 2024. Ele tentou fugir pela mata atrás do condomínio onde estava escondido, mas foi capturado pela […]

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Nesta segunda-feira (30), a Polícia Federal prendeu o empresário Wagner Amorim em Votorantim (SP), durante a Operação Concierge, que investiga fraudes bilionárias envolvendo fintechs. Amorim é o 15º suspeito preso desde que a operação foi deflagrada em agosto de 2024. Ele tentou fugir pela mata atrás do condomínio onde estava escondido, mas foi capturado pela PF.

Quem é Wagner Amorim?

Nas redes sociais, Wagner Amorim se apresenta como CEO de uma startup de impacto social voltada para educação, além de atuar como professor de disciplinas como empreendedorismo social e Quarta Revolução Industrial. Ele menciona ter saído da periferia de São Paulo e ter transformado sua vida por meio da educação, levando novas perspectivas para famílias em todo o Brasil.

Esquema de Fraudes com Fintechs

A Operação Concierge revelou um complexo esquema de blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro por meio de fintechs, que movimentaram cerca de R$ 7,5 bilhões entre 2020 e 2023. As fintechs usavam contas em bancos tradicionais para realizar transações financeiras que burlavam os sistemas de controle, permitindo que pessoas físicas realizassem movimentações financeiras sem serem detectadas pelos órgãos de fiscalização. A quadrilha também é suspeita de lavar dinheiro para facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), e para empresas endividadas.

Modus Operandi do Esquema

As fintechs operavam por meio de contas chamadas de “bolsões”, registradas como pessoas jurídicas em bancos comerciais. Essas contas permitiam que os clientes das fintechs fizessem transações financeiras sem aparecerem nos registros bancários. Dessa forma, as transferências realizadas por uma pessoa através da fintech apareciam no extrato como provenientes da conta jurídica da fintech, tornando difícil o rastreamento das transações e protegendo o patrimônio dos envolvidos.

Fintechs Envolvidas

A investigação apontou as fintechs Inovebanco e T10 Bank como as principais envolvidas no esquema. Os sócios dessas empresas, Patrick Burret (CEO do Inovebanco) e José Rodrigues (fundador do T10 Bank), foram presos durante a operação. As empresas negam envolvimento nos crimes e afirmam estar colaborando com as investigações.

Sócios das empresas entre os presos

                                                     Patrick Burret, CEO do Inovebanco, e José Rodrigues, fundador do T10 Bank — Foto: Reprodução

Impacto da Operação

A operação levou à apreensão de carros de luxo, joias, relógios e centenas de máquinas de cartão de crédito, além do bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas ao esquema. O nome da operação, “Concierge”, faz alusão à oferta de serviços clandestinos de ocultação de capitais, em referência ao profissional que atende a necessidades específicas de clientes.

Os suspeitos responderão por crimes como gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.

A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal continua buscando outros envolvidos no esquema.

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Empresário Patrick Burnett é Preso pela PF Acusado de Usar Fintech para Lavagem de Dinheiro em Esquema Bilionário https://diariocearense.com/empresario-patrick-burnett-e-preso-pela-pf-acusado-de-usar-fintech-para-lavagem-de-dinheiro-em-esquema-bilionario/40/51/ Mon, 16 Sep 2024 12:40:51 +0000 https://diariocearense.com/empresario-patrick-burnett-e-preso-pela-pf-acusado-de-usar-fintech-para-lavagem-de-dinheiro-em-esquema-bilionario/40/51/ O empresário Patrick Burnett, presidente do InoveBanco e ex-líder do Lide Inovação, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de utilizar uma fintech para conduzir operações milionárias de lavagem de dinheiro. O esquema envolvia transações com imóveis e veículos de luxo, além de instituições financeiras que, alegadamente, deixaram de relatar movimentações suspeitas ao […]

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O empresário Patrick Burnett, presidente do InoveBanco e ex-líder do Lide Inovação, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de utilizar uma fintech para conduzir operações milionárias de lavagem de dinheiro. O esquema envolvia transações com imóveis e veículos de luxo, além de instituições financeiras que, alegadamente, deixaram de relatar movimentações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A prisão de Burnett aconteceu no âmbito da “Operação Concierge”, que investiga fintechs não autorizadas pelo Banco Central (BC) oferecendo serviços bancários, como contas e transferências. Essas fintechs operavam por meio de instituições reguladas, como o BS2 e a Adiq, possibilitando a movimentação de grandes somas sem o devido monitoramento. De acordo com a investigação, o InoveBanco movimentou cerca de R$ 7 bilhões desde sua fundação em 2019.

Uma das táticas utilizadas no esquema envolvia “contas gráficas”, que não são abertas em nome dos verdadeiros titulares, permitindo que os envolvidos escondessem bens e evitassem bloqueios judiciais. A Receita Federal detectou transações com veículos de luxo que indicavam superfaturamento — uma prática comum em casos de lavagem de dinheiro. Também foram identificadas operações imobiliárias suspeitas, onde imóveis eram adquiridos por valores bem abaixo do mercado e revendidos posteriormente por quantias inflacionadas.

Aedi Cordeiro, contador envolvido no esquema, foi identificado como gestor de várias fintechs clandestinas, incluindo o T10 Bank, que supostamente mantinha vínculos com o crime organizado. As investigações sugerem que instituições como o BS2 podem ter omitido informações cruciais sobre essas transações do Coaf, facilitando a continuidade das operações ilegais.

A defesa de Patrick Burnett e do InoveBanco afirma que a empresa e seu proprietário sempre agiram de forma ética e estão colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. O BS2, por sua vez, nega qualquer envolvimento com as irregularidades e afirma ter encerrado os serviços para o InoveBanco assim que tomou conhecimento das suspeitas.

A Operação Concierge, que resultou na prisão de 14 suspeitos, visa expor como essas fintechs clandestinas estavam sendo usadas para movimentar bilhões em recursos ilícitos, comprometendo a integridade do sistema financeiro.

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