Arquivo de Notícias - Diario Cearense https://diariocearense.com/grupos/noticias/ Wed, 09 Sep 2026 14:26:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://diariocearense.com/wp-content/uploads/2024/03/DIARIO-CEARENSE-1-150x150.png Arquivo de Notícias - Diario Cearense https://diariocearense.com/grupos/noticias/ 32 32 Entre acusações e defesa: o que o processo de Maira Rocha revela sobre a disputa no espiritismo https://diariocearense.com/entre-acusacoes-e-defesa-o-que-o-processo-de-maira-rocha-revela-sobre-a-disputa-no-espiritismo/26/13/ Wed, 09 Sep 2026 14:26:13 +0000 https://diariocearense.com/entre-acusacoes-e-defesa-o-que-o-processo-de-maira-rocha-revela-sobre-a-disputa-no-espiritismo/26/13/ Documentos judiciais, parecer do Ministério Público e manifestações de envolvidos colocam em debate a origem do conflito e a repercussão nacional do caso Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos […]

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Documentos judiciais, parecer do Ministério Público e manifestações de envolvidos colocam em debate a origem do conflito e a repercussão nacional do caso

Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos depois, a reportagem foi ao ar, e quem acompanha Maira passou a ser tratado como “milícia digital”.

Nos últimos meses, a médium e a Casa da Caridade Inácio Daniel foram apresentadas ao país como caso encerrado. O portal Metrópoles falou em “milícia digital”. O Fantástico exibiu acusações ainda sob apuração como se fossem conclusões. Voluntários, frequentadores e mães enlutadas viraram “horda”, “séquito feroz” e “tropa de choque virtual”.

A desproporção salta aos olhos. As acusações partem de um grupo restrito de ex-voluntários e antigos frequentadores, que dizem não ter reconhecido o conteúdo de cartas ou mensagens recebidas. Do outro lado estão milhares de pessoas atendidas ao longo dos anos pela Casa da Caridade, que seguem apoiando Maira e reconhecem o trabalho social da instituição. Foi esse grupo majoritário, e não os acusadores, que passou a ser tratado como integrante de uma organização criminosa. É esse o massacre midiático que os espiritualistas ligados a Maira vêm sofrendo: não se discute mais o que elas acreditam, mas se elas têm o direito de acreditar sem serem rotuladas.

É preciso ser justo: não é toda a imprensa. Outros veículos, como a RedeTV!, e diversos canais têm noticiado o outro lado e aberto espaço para Maira se defender. O problema está em um setor específico da mídia, justamente o de maior alcance, que escolheu contar apenas metade da história.
Uma disputa que começou muito antes das manchetes
O que essa cobertura omite é que essa história não nasceu nas redações. Ela tem nome, data e processo.

Documentos, áudios e depoimentos reunidos no processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014, hoje em fase de recurso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, descrevem uma campanha organizada, iniciada anos atrás, para impedir que Maira fosse recebida em congressos, palestras, programas e centros espíritas.

No centro dessa campanha aparece Guilherme Velho, pesquisador espírita ligado à Federação Espírita Brasileira, a FEB, e uma das vozes mais ativas na contestação pública da mediunidade de Maira.

Segundo testemunhas ouvidas no processo, ele procurou dirigentes para colher assinaturas em abaixo-assinado contra Maira Rocha e Fernando Ben. Pressionou organizadores de eventos. Um dirigente de centro espírita em Santarém, Portugal, relatou ter recebido, de número atribuído a Guilherme Velho, mensagem pedindo que a médium não fosse recebida, com a afirmação de que ela teria saído “fugida” do Brasil e a menção a supostas denúncias na Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF.

Em 19 de agosto de 2026, a 1ª Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios analisou esse conjunto e opinou pela condenação dos acusados. O parecer afirma que as condutas ultrapassaram a mera divergência doutrinária e que os acusados teriam atuado como “inquisidores modernos” dentro do próprio espiritismo.

É preciso dizer com precisão: trata-se de um parecer em recurso, não de uma condenação definitiva. Mas é o Ministério Público, e não a defesa de Maira, quem descreve o caso como perseguição e discriminação religiosa.
O apoio institucional à campanha
Guilherme Velho não age sozinho. Em áudio já divulgado e que será encaminhado aos veículos citados, Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF, declara apoio a Guilherme Velho em sua empreitada, a mesma que o Ministério Público classificou como perseguição religiosa.

O detalhe torna o registro ainda mais relevante: Paulo Maia é testemunha arrolada por Guilherme Velho no processo por intolerância religiosa. Quem depõe em favor do acusado, portanto, não é observador neutro, mas dirigente engajado na mesma campanha que o Ministério Público examinou.

A FEDEF não é uma entidade isolada. Ela integra o sistema federativo da Federação Espírita Brasileira, a FEB, entidade máxima do espiritismo no país, à qual o próprio Guilherme Velho é ligado. O apoio, portanto, vem de dentro da estrutura oficial do movimento espírita, e vem depois do linchamento público a que Maira foi submetida e do parecer do Ministério Público.

Uma federação religiosa tem todo o direito de discordar de uma médium. O que não se explica é que seu presidente empreste o nome da entidade a um esforço para excluir alguém do espaço religioso, justamente a prática que o Brasil já conheceu quando a polícia invadia centros e apreendia os livros de Allan Kardec.
Um linchamento anunciado
É preciso deixar claro o propósito desta matéria. Não se trata de atacar a imprensa, que em boa parte tem cumprido seu papel e ouvido os dois lados. Trata-se de expor fatos que foram omitidos: que Maira Rocha é parte em um processo por intolerância religiosa; que Guilherme Velho, a principal voz contra ela, é acusado nesse processo; e que nada disso foi dito ao público quando as acusações foram ao ar.

E há um detalhe que muda a leitura de toda a cobertura.

Em 2024, muito antes de qualquer reportagem ir ao ar, Maira Rocha registrou ocorrência policial relatando que Guilherme Velho a ameaçava de “levá-la ao Fantástico”. O boletim integra os autos do processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014 e pode ser conferido por qualquer um.

Dois anos depois, o Fantástico exibiu a reportagem. Com as mesmas acusações. Com a mesma fonte.

Não se trata de dizer que a emissora agiu de má-fé. Trata-se de constatar que o programa acabou usado exatamente como havia sido anunciado: como instrumento de uma campanha que já corria na Justiça sob a acusação de intolerância religiosa. A ameaça foi registrada, documentada e depois cumprida.

Conforme informações e fontes ouvidas pela reportagem, existe ainda uma relação de amizade entre Guilherme Velho e pessoas ligadas à produção do Fantástico, entre elas integrantes da equipe que produziu a reportagem sobre Maira. Não se acusa ninguém de irregularidade. Mas é um fato que, somado à ameaça registrada em 2024 e à omissão do processo judicial, põe em xeque a independência das investigações ditas sobre Maira.

Conversar com fontes faz parte do jornalismo. A questão é outra: a emissora sabia que sua fonte já figurava em depoimentos judiciais como articulador de uma campanha para afastar Maira dos eventos espíritas? Sabia que essa mesma fonte havia sido apontada, em ocorrência policial, como quem prometia usar o programa contra a médium? Informou ao público que parte das acusações poderia ser desdobramento de um conflito iniciado anos antes?

Quando a mesma narrativa circula em grupos religiosos, canais de vídeo, portais e televisão aberta, cria-se a aparência de muitas fontes independentes. Muitas vezes, é uma só história repetida.
O que a defesa apresentou e ninguém mostrou
Maira Rocha não se calou. Apresentou um parecer grafotécnico particular que contesta os documentos divulgados como prova de fraude. Apresentou um áudio de 2020 em que se diz disposta a fazer uma demonstração pública de psicografia e a procurar o NUPES, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para entender o teste que lhe propunham.

E, no episódio mais explorado, o da suposta doação induzida de R$ 300 mil, a própria família apontada como vítima gravou um vídeo negando qualquer pedido ou pressão. A iniciativa, disseram, foi da mãe. Maira apenas agradeceu.

A acusação ganhou manchetes nacionais. O desmentido da família não recebeu a mesma visibilidade. Um parecer técnico contra os documentos foi ignorado. Isso não é apuração, é escolha editorial.
Uma velha lógica com instrumentos novos
O Brasil já criminalizou o espiritismo. O Código Penal de 1890 punia com prisão quem “praticasse o espiritismo” para “subjugar a credulidade pública”. Médiuns foram presos dentro de centros; livros de Kardec foram apreendidos como prova.

Ninguém está sendo preso hoje. Mas a lógica é reconhecível: alguém se apresenta como autoridade para separar a mediunidade “verdadeira” da “falsa”, a prática religiosa é associada a fraude, e a pessoa é empurrada para fora dos espaços religiosos e para o banco dos réus, enquanto seus seguidores viram “milicianos”.

Vale lembrar que intolerância religiosa não é apenas uma questão moral: é crime. A Lei 7.716/1989 pune com um a três anos de reclusão quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por motivo de religião, pena que sobe para dois a cinco anos quando o ato é cometido por meios de comunicação ou redes sociais. Desde 2023, a injúria por motivo religioso também é tratada como crime de racismo, e a Constituição declara o racismo inafiançável e imprescritível. É nesse terreno que o Ministério Público situou a conduta atribuída a Guilherme Velho.

A liberdade religiosa não é salvo-conduto para crime. Havendo prova concreta, que se investigue e se responsabilize individualmente. Mas a liberdade de imprensa também não autoriza condenar antes do julgamento nem transformar uma comunidade de fé em suspeita coletiva.

Os veículos que têm ouvido os dois lados mostram que é possível fazer diferente. O que a sociedade precisa ver é o caso inteiro: as acusações, sim, mas também o processo, o parecer do Ministério Público, o laudo, o áudio, o vídeo da família e a origem da campanha. Só então cada leitor poderá decidir quem, nessa história, realmente persegue quem.

O espaço permanece aberto para manifestação do portal Metrópoles, da TV Globo, da equipe do Fantástico, de Guilherme Velho, de Paulo Maia, da FEDEF, da FEB e dos demais citados.

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ELEIÇÕES 2026 COLOCAM PREVISIBILIDADE NO CENTRO DAS DECISÕES DE QUEM MOVE A ECONOMIA NO BRASIL https://diariocearense.com/eleicoes-2026-colocam-previsibilidade-no-centro-das-decisoes-de-quem-move-a-economia-no-brasil/10/11/ Tue, 08 Sep 2026 14:10:11 +0000 https://diariocearense.com/eleicoes-2026-colocam-previsibilidade-no-centro-das-decisoes-de-quem-move-a-economia-no-brasil/10/11/ A menos de um mês do primeiro turno, empresas acompanham cenário político, juros, inflação e possíveis mudanças fiscais antes de definir investimentos, estoques e estratégias para 2027

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A menos de um mês do primeiro turno, empresas acompanham cenário político, juros, inflação e possíveis mudanças fiscais antes de definir investimentos, estoques e estratégias para 2027

A proximidade das eleições gerais de outubro já começa a influenciar o ambiente de negócios brasileiro. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e mais de 150 milhões de brasileiros aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indústria, varejo, serviços e demais setores produtivos entram na reta final do ano monitorando não apenas o comportamento do consumidor, mas também as propostas dos candidatos para economia, tributação, gastos públicos, crédito, emprego e ambiente regulatório. O movimento ocorre em um momento de desaceleração da atividade econômica. Dados oficiais mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 2%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento ficou em 1,9%. No mesmo período, a indústria avançou 0,1% na margem e os serviços, 0,2%, evidenciando uma economia que continua crescendo, mas em ritmo mais moderado. No varejo, o cenário também é de cautela, embora existam sinais positivos. Em junho, o volume de vendas do varejo restrito avançou 0,5% na comparação mensal e 2,9% frente a junho de 2025. Já o varejo ampliado apresentou queda de 1% na margem, mostrando que segmentos mais dependentes de crédito e bens de maior valor continuam enfrentando um ambiente mais desafiador. O setor de serviços, por sua vez, permaneceu estável em junho, mas registrou crescimento de 2% na comparação anual e alta de 2,6% no acumulado de 12 meses. O desempenho demonstra resiliência, mas também revela um mercado mais seletivo e atento ao comportamento da renda e do consumo.

Para o empresário, a eleição chega, portanto, em um momento no qual decisões de investimento, contratação, formação de estoques, expansão e concessão de crédito precisam ser tomadas em meio a um ambiente de juros ainda elevados. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 8 de setembro aponta expectativa de inflação de 5% para 2026, crescimento de 1,93% para o PIB e Selic de 13,75% ao final do ano. A taxa básica atualmente está em 14%. Nesse contexto, a palavra que ganha força entre os agentes econômicos é previsibilidade. Mais do que antecipar quem vencerá a eleição, empresas precisam compreender quais serão as diretrizes econômicas do próximo governo e como elas poderão impactar custos, impostos, crédito, investimentos e consumo.

O empresário não precisa necessariamente saber quem vai ganhar a eleição hoje. Ele precisa saber qual será o ambiente para empreender amanhã. Investimento, contratação e expansão dependem de confiança e previsibilidade. Quando existe clareza sobre regras, política econômica e segurança jurídica, o empresário consegue planejar; quando existe incerteza, ele naturalmente fica mais conservador”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.

A percepção de cautela já aparece entre os empresários do comércio. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 101,3 pontos em agosto, o menor nível do ano, refletindo avaliações mais negativas sobre as condições atuais e menor disposição para investimentos. Na indústria, o processo eleitoral também chega acompanhado de uma agenda econômica robusta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou em junho o documento “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”, reunindo propostas relacionadas a crescimento sustentável, competitividade, inovação e desenvolvimento econômico. O encontro contou com mais de mil representantes do setor produtivo.

Para Ricardo Nunes, o período eleitoral também pode representar uma oportunidade para o setor produtivo discutir o futuro do país de maneira mais estratégica.

O Brasil tem um mercado consumidor enorme, empresas capazes de competir e empreendedores dispostos a investir. O que precisamos é transformar o período eleitoral em uma discussão sobre desenvolvimento. O próximo ciclo precisa olhar para produtividade, competitividade, geração de empregos, crédito, infraestrutura e, principalmente, para um ambiente em que quem produz tenha segurança para continuar investindo, destaca.

Outro ponto de atenção é o comportamento do consumidor. Com inflação projetada em 5% para o ano e juros ainda elevados, famílias e empresas tendem a permanecer mais criteriosas nas decisões de compra e financiamento. Para o varejo, isso aumenta a importância de preço, crédito, experiência, eficiência operacional e capacidade de adaptação. Ao mesmo tempo, o período eleitoral tradicionalmente movimenta determinados segmentos da economia por meio de gastos de campanha, comunicação, eventos, tecnologia, transporte, alimentação, publicidade e serviços especializados. O efeito, entretanto, não é uniforme entre os setores e dependerá da intensidade da atividade econômica e das decisões de política fiscal e monetária ao longo do segundo semestre.

O mercado financeiro também já reage às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral. Nesta terça-feira, 8 de setembro, o dólar abriu em torno de R$ 5,10, enquanto investidores acompanhavam simultaneamente pesquisas eleitorais, petróleo e indicadores econômicos. O Ibovespa também vinha acumulando valorização relevante desde meados de agosto, mostrando que o mercado continua precificando diferentes cenários para a economia brasileira.

Para o fundador do Grupo R1, entretanto, o principal desafio das empresas não está apenas em atravessar o período eleitoral, mas em estar preparadas para o cenário que surgirá depois dele.

A eleição termina em outubro, mas as decisões empresariais precisam olhar para os próximos cinco ou dez anos. Empresas que esperarem o resultado para começar a pensar no futuro provavelmente chegarão atrasadas. O momento exige planejamento, gestão de caixa, eficiência e capacidade de enxergar diferentes cenários. É preciso estar preparado tanto para um ambiente de aceleração quanto para um cenário mais desafiador”, conclui Ricardo Nunes.

A expectativa é que, nas próximas semanas, o comportamento das pesquisas, os debates, os programas econômicos dos candidatos e as sinalizações sobre política fiscal e monetária ganhem ainda mais peso nas decisões de empresários e investidores. Para indústria, comércio e serviços, a eleição de 2026 representa, portanto, não apenas uma disputa política, mas um importante divisor de águas para as expectativas de negócios, investimentos e consumo no Brasil.

FONTES

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Calendário e informações oficiais das Eleições Gerais 2026.

Banco Central do Brasil — Boletim Focus, 8 de setembro de 2026 — Projeções para IPCA, PIB, câmbio e Selic.

IBGE / Ministério da Fazenda — PIB 2º trimestre de 2026 — Dados de atividade econômica, indústria, serviços e consumo.

IBGE / Ministério da Fazenda — Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), junho de 2026 — Dados sobre desempenho do varejo.

IBGE / Ministério da Fazenda — Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), junho de 2026 — Dados sobre desempenho do setor de serviços.

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) — Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), agosto de 2026.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) — “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”.

Sobre Ricardo Nunes

Ricardo Nunes é um dos empresários mais reconhecidos do Brasil e uma voz de referência em empreendedorismo, varejo e estratégia econômica. Fundador de uma das marcas mais emblemáticas do varejo nacional  e  empreendedor serial  com  décadas de  experiência prática, Nunes é amplamente respeitado por sua visão pragmática, resiliência empresarial e profundo  conhecimento  do ambiente  de  negócios brasileiro. Presença constante  em debates  sobre economia,  liderança,  recursos humanos  e  transformação de  mercado, Ricardo Nunes se consolida  como um  líder de  opinião que  conecta  execução empresarial real com pensamento estratégico de longo prazo, defendendo crescimento ético, estabilidade institucional e o fortalecimento sustentável do empresariado no Brasil.

Sobre o Grupo R1

Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento  e  à profissionalização  do  empresariado brasileiro.  Com  metodologia de vivência na prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, encontros seletos e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada  vez  mais competitivo e dinâmico.

Saiba mais

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O verdadeiro legado começa antes do testamento, afirma Edson José Bandeira Braga Filho https://diariocearense.com/o-verdadeiro-legado-comeca-antes-do-testamento-afirma-edson-jose-bandeira-braga-filho/36/03/ Sun, 06 Sep 2026 14:36:03 +0000 https://diariocearense.com/o-verdadeiro-legado-comeca-antes-do-testamento-afirma-edson-jose-bandeira-braga-filho/36/03/ Para Edson Braga, patrimônio e segurança financeira são importantes, mas o legado também é construído na qualidade da presença oferecida aos filhos Quando se fala em legado, é comum pensar em patrimônio, empresas, imóveis e recursos que serão transmitidos às próximas gerações. Para Edson José Bandeira Braga Filho, conhecido como Edson Braga, porém, parte importante […]

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Para Edson Braga, patrimônio e segurança financeira são importantes, mas o legado também é construído na qualidade da presença oferecida aos filhos

Quando se fala em legado, é comum pensar em patrimônio, empresas, imóveis e recursos que serão transmitidos às próximas gerações. Para Edson José Bandeira Braga Filho, conhecido como Edson Braga, porém, parte importante dessa herança começa muito antes de qualquer inventário ou testamento.

Ela está na presença.

Na escuta.

No tempo dedicado à família.

E, principalmente, na forma como os filhos se sentem ao lado dos pais.

Patrimônio não substitui memória afetiva

Segundo Edson Braga, oferecer educação, conforto e segurança financeira tem valor e pode ampliar oportunidades.

Mas essas conquistas não substituem vínculo.

Os filhos podem esquecer detalhes de presentes, viagens ou bens materiais, mas tendem a carregar por muito mais tempo a memória de terem sido ouvidos, acolhidos e percebidos.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, essa dimensão emocional também deve fazer parte da ideia de legado.

O desafio de quem constrói para a família

A reflexão ganha força entre empreendedores.

Muitos empresários enfrentam longas jornadas de trabalho para oferecer melhores condições aos filhos. Assumem riscos, sacrificam tempo e dedicam anos à construção de patrimônio.

Edson Braga reconhece a responsabilidade presente nesse esforço, mas chama atenção para um paradoxo: trabalhar tanto pelo futuro da família pode signific participar pouco do presente dela.

A infância passa e determinados momentos não podem ser recuperados da mesma maneira depois.

Presença não significa estar disponível o tempo todo

Para Edson José Bandeira Braga Filho, presença não deve ser confundida com permanência física constante.

O que importa é a qualidade do tempo compartilhado.

Uma conversa sem telefone, uma escuta verdadeira ou um momento de atenção integral podem ter mais significado do que muitas horas de convivência marcadas por distração.

É possível estar em casa e continuar mentalmente dentro da empresa.

Prover e estar presente são responsabilidades diferentes

Edson Braga destaca que oferecer condições materiais e construir vínculo emocional não são tarefas concorrentes.

Pagar uma boa escola não substitui perguntar como foi o dia.

Oferecer uma viagem não substitui conhecer os sonhos dos filhos.

Garantir conforto não substitui segurança emocional.

Para ele, o desafio está em construir as duas coisas.

O trabalho também pode invadir a vida familiar

Mensagens, números e problemas profissionais podem acompanhar o empreendedor mesmo depois do expediente.

Quando isso se torna permanente, a família passa a dividir atenção com uma empresa que parece nunca desligar.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal também é uma forma de proteger relações.

O legado é construído nas pequenas situações

Nem todas as memórias importantes surgem de grandes acontecimentos.

Muitas são formadas em momentos simples.

Um jantar sem pressa.

Uma conversa.

Uma ligação atendida com interesse.

Um abraço.

Para Edson Braga, é justamente nessas experiências cotidianas que parte do legado emocional começa a ser construída.

O passado pode ensinar sem gerar culpa permanente

A reflexão também não busca condenar pais e mães que trabalharam intensamente.

Segundo Edson José Bandeira Braga Filho, reconhecer que determinadas escolhas poderiam ter sido diferentes não significa negar toda a trajetória.

Pode significar amadurecimento.

A culpa, sozinha, não reconstrói relações. A consciência, porém, pode modificar a forma como alguém escolhe estar presente daqui para frente.

Ouvir também pode ser uma forma de reparação

Quando existe distância familiar, Edson Braga considera importante criar espaço para escutar como os filhos viveram determinadas fases.

Isso exige evitar respostas imediatas de defesa.

A intenção de um pai pode ter sido oferecer o melhor possível, enquanto a experiência do filho pode ter sido de ausência.

As duas percepções podem coexistir.

A presença também influencia a liderança

Edson José Bandeira Braga Filho relaciona a mesma reflexão ao ambiente empresarial.

Um líder pode comparecer a todas as reuniões e ainda oferecer pouca atenção verdadeira.

Pode enxergar pessoas apenas como funções ou indicadores.

Para Edson Braga, liderança também exige capacidade de ouvir, perceber e construir relações de confiança.

Legado é aquilo que permanece nas pessoas

Empresas podem atravessar gerações.

Patrimônios podem carregar sobrenomes.

Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, o verdadeiro legado também deve ser observado naquilo que permanece emocionalmente dentro das pessoas que participaram da trajetória.

No caso dos filhos, isso significa perguntar não apenas o que receberam, mas como viveram aquela relação.

O verdadeiro legado começa antes do testamento

No centro da reflexão de Edson José Bandeira Braga Filho está a ideia de que a herança mais importante não precisa esperar o futuro.

Ela pode ser construída agora.

Na presença.

Na escuta.

No afeto.

No interesse verdadeiro.

Para Edson Braga, patrimônio pode proporcionar segurança e oportunidades, mas não substitui o vínculo criado durante a convivência.

Por isso, talvez uma das perguntas mais importantes para quem trabalha para construir um futuro melhor para a família seja:

“Que memória da minha presença estou deixando enquanto ainda estamos todos aqui?”

Porque o legado não começa quando os bens são distribuídos.

Ele começa na forma como escolhemos viver ao lado de quem um dia irá se lembrar de nós.

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Mayana Neiva estreia na direção com documentário sobre o avô premiado em festival internacional https://diariocearense.com/mayana-neiva-estreia-na-direcao-com-documentario-sobre-o-avo-premiado-em-festival-internacional/50/05/ Thu, 20 Aug 2026 09:50:05 +0000 https://diariocearense.com/mayana-neiva-estreia-na-direcao-com-documentario-sobre-o-avo-premiado-em-festival-internacional/50/05/ Onde Eu Começo? venceu o prêmio de Melhor Documentário pelo Júri Popular no Beverly Hills Film Festival e inicia circuito por festivais no Brasil, com sessões em São Paulo e na Paraíba A atriz paraibana Mayana Neiva estreia na direção cinematográfica com Onde Eu Começo?, documentário autobiográfico inspirado na história de seu avô, um homem […]

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Onde Eu Começo? venceu o prêmio de Melhor Documentário pelo Júri Popular no Beverly Hills Film Festival e inicia circuito por festivais no Brasil, com sessões em São Paulo e na Paraíba

A atriz paraibana Mayana Neiva estreia na direção cinematográfica com Onde Eu Começo?, documentário autobiográfico inspirado na história de seu avô, um homem humilde do sertão da Paraíba cujo legado despertou na artista uma reflexão sobre afetos, família, ancestralidade e o que realmente tem valor na vida. Realizado de maneira independente e quase artesanal, o filme teve sua estreia mundial no Beverly Hills Film Festival, em Los Angeles, onde conquistou o prêmio de Melhor Documentário pelo Júri Popular, entre quase 7 mil produções inscritas de 70 países. “É o primeiro filme, a primeira estreia mundial dessa história e esse prêmio coroa o começo dessa jornada de uma maneira indescritível e inesquecível para mim”, celebra Mayana.

Depois da passagem internacional, Onde Eu Começo? inicia uma circulação por festivais e espaços culturais brasileiros. O documentário terá três sessões no Kinoforum, em São Paulo, nos dias 20, 23 e 27 de agosto, e segue para a Paraíba, onde será exibido no Festival de Inverno de Campina Grande (28/08), no Festival Cinema com Farinha, em Patos (29/08), e no Cine Açude Grande, em Cajazeiras, entre 4 e 6 de setembro. A chegada ao estado onde a história do filme nasceu ganha um significado especial para Mayana, que transforma a trajetória do avô em uma investigação sobre suas próprias raízes e sobre o legado que atravessa gerações.

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Lojas Marabraz, um dos grandes nomes do varejo, solicita recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões, enquanto busca preservar até 135 lojas em funcionamento no Brasil https://diariocearense.com/lojas-marabraz-um-dos-grandes-nomes-do-varejo-solicita-recuperacao-judicial-com-dividas-de-r-140-milhoes-enquanto-busca-preservar-ate-135-lojas-em-funcionamento-no-brasil/06/37/ Mon, 17 Aug 2026 12:06:37 +0000 https://diariocearense.com/lojas-marabraz-um-dos-grandes-nomes-do-varejo-solicita-recuperacao-judicial-com-dividas-de-r-140-milhoes-enquanto-busca-preservar-ate-135-lojas-em-funcionamento-no-brasil/06/37/ Rede paulista aciona a Justiça em caráter de urgência após impacto de juros altos, disputas familiares e perda de garantias imobiliárias

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A renomada Lojas Marabraz, uma marca emblemática no segmento de móveis e eletrodomésticos em São Paulo, apresentou um pedido de recuperação judicial com urgência na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da cidade. A companhia enfrenta um passivo que gira em torno de R$ 140 milhões e busca o apoio da Justiça para reestruturar suas dívidas, visando a continuidade de suas operações comerciais.

A crise financeira enfrentada pela empresa é fruto de uma combinação adversa que afeta o varejo: elevação nas taxas de juros, diminuição do consumo das famílias, aumento da inadimplência, além de conflitos societários e familiares significativos. A confluência desses aspectos limitou a capacidade do grupo em captar recursos e renovar suas linhas de crédito no setor financeiro.

Como a crise se instaurou nas Lojas Marabraz

Para compreender a situação crítica da varejista, é essencial examinar sua estrutura de capital. Tradicionalmente, a família fundadora buscava financiamento no mercado para sustentar as operações da rede, um modelo que requer considerável capital circulante. Essas movimentações eram garantidas, em grande parte, por ativos imobiliários pertencentes aos membros da família.

 

 

A queda nas compras presenciais aliada aos juros altos pressiona o setor, que registrou 194 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026. Foto: Marabraz/Divulgação/ND Mais

No entanto, os conflitos internos resultaram em um bloqueio direto na administração dos bens imobiliários do grupo:

 

  • Perda do controle patrimonial: Diante das disputas familiares, os gestores perderam o comando sobre as sociedades que detêm os imóveis.
  • Bloqueio de garantias: Sem os ativos imobiliários para servir como garantias, a Marabraz não conseguiu atender às exigências das instituições financeiras.
  • Asfixia de crédito: A ausência dessas garantias comprometeu a renovação das linhas de crédito existentes e dificultou a contratação de novas operações financeiras.

A empresa também enfrenta as mudanças no varejo físico impulsionadas pela digitalização do comércio e pelas novas preferências dos consumidores.

 

Cenário crítico para o varejo em 2026

Lojas Marabraz, que já chegou a ter 135 lojas na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior paulista, reflete um quadro desafiador para os empresários brasileiros. O ambiente econômico atual continua caracterizado por um acesso restrito ao crédito e altos custos financeiros.

 

Lojas Marabraz operou com 135 unidades entre Grande São Paulo, litoral e interior paulista. Foto: Marabraz/Divulgação/ND Mais

Análise do mercado como um todo

Crescimento nos pedidos de recuperação: Dados da Serasa Experian indicam que o Brasil contabilizou 194 solicitações desse tipo apenas no primeiro trimestre de 2026.

 

Grandes marcas sob pressão: Várias empresas renomadas estão buscando processos para reestruturar suas dívidas. Um exemplo é a Raízen, que optou pela recuperação extrajudicial, enquanto Casas Bahia avalia novas alternativas para ajustar seu passivo.

A solicitação urgente das Lojas Marabraz tem como objetivo suspender a cobrança das execuções judiciais relacionadas às dívidas, permitindo à administração desenvolver um plano viável para reestruturação, assegurando a continuidade das atividades da empresa e preservando os postos de trabalho gerados pela rede.

 

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268 empresas entram na mira de operação que investiga esquema bilionário ligado ao PCC https://diariocearense.com/268-empresas-entram-na-mira-de-operacao-que-investiga-esquema-bilionario-ligado-ao-pcc/17/30/ Sun, 09 Aug 2026 12:17:30 +0000 https://diariocearense.com/268-empresas-entram-na-mira-de-operacao-que-investiga-esquema-bilionario-ligado-ao-pcc/17/30/ Ações Carbono Oculto, Quasar e Tank cumpriram mais de 400 mandados em pelo menos oito estados e têm mais de 350 alvos entre pessoas físicas e jurídicas A investigação sobre um esquema que teria movimentado bilhões de reais para o Primeiro Comando da Capital (PCC) alcançou 268 empresas ligadas à chamada Faria Lima, principal centro […]

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Ações Carbono Oculto, Quasar e Tank cumpriram mais de 400 mandados em pelo menos oito estados e têm mais de 350 alvos entre pessoas físicas e jurídicas

A investigação sobre um esquema que teria movimentado bilhões de reais para o Primeiro Comando da Capital (PCC) alcançou 268 empresas ligadas à chamada Faria Lima, principal centro financeiro do Estado de São Paulo. As companhias passaram a ser alvo da Receita Federal e das polícias durante as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, deflagradas nesta quinta-feira (28).

Ao todo, as operações cumpriram mais de 400 mandados judiciais e realizaram buscas por provas em ao menos oito estados. Apesar da quantidade de ordens judiciais, foram efetuadas seis prisões das 14 determinadas.

A relação das empresas investigadas inclui diferentes setores da economia. São 13 usinas sucroalcooleiras e agroindustriais; 47 distribuidoras de combustíveis e petróleo; 16 empresas de transporte e logística; 10 empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento; 108 holdings e empresas de serviços administrativos e de participações; e 12 empresas químicas e de importação.

O setor financeiro também aparece entre os alvos. A lista reúne três fintechs, 47 fundos de investimentos e específicos e 15 administradoras e gestoras de fundos de investimentos.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o PCC teria se associado a uma rede de organizações criminosas, com vínculos permanentes ou eventuais, responsáveis por assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas. Entre as principais práticas investigadas está a inserção da facção na economia formal, especialmente por meio do setor de combustíveis e do sistema financeiro.

Considerando pessoas jurídicas e pessoas físicas, são mais de 350 alvos suspeitos de envolvimento em crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato, segundo o MPSP.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que as operações envolvem uma movimentação de R$ 70 bilhões do PCC junto às empresas. Paralelamente, estimativas já divulgadas apontam para uma cifra de até R$ 140 bilhões, considerando as investigações iniciadas em 2023.

Defesa

Algumas das principais empresas investigadas já se manifestaram para negar qualquer ligação com o PCC ou com crimes e afirmaram que estão colaborando com as investigações. Entre elas estão o Banco Genial, Reag, Buriti e Trustee.

A Genial declarou cumprir a legislação com “elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório”. A Reag informou que colabora com a apuração. A Buriti afirmou ter compromisso com a ética, a governança corporativa e o compliance e disse estar inteiramente à disposição das autoridades.

Já a Trustee comunicou que “renunciou à administração de todos os fundos que foram alvos da operação Carbono Oculto”.

Veja a lista das empresas investigadas:

Usinas sucroalcooleiras e agroindustriais

  1. Usina Itajobi LtdaUsina Carolo S.A (também referida como Açucareira Bartolo e Carolo S/A)
  2. Usina Virgolino de Oliveira S/A (também referida como Usina GVO)
  3. Usina Rio Pardo S/A
  4. Usina Açucareira Furlan S/A
  5. Comanche Biocombustíveis de Santa Anita Ltda.
  6. Usina Goiás Bioenergia Açúcar e Serviços Ltda.
  7. Agropecuaria Nossa Senhora do Carmo S/A
  8. Usina Catanduva S/A
  9. Agro pecuária Santa Catarina S/A
  10. MC3 Agropecuária Ltda.
  11. Goiás Bioenergia S/A
  12. Centroálcool S/A
  13. Planalto Agroindustrial Ltda.

Distribuidoras de combustíveis e petróleo

  1. Aster Petroleo Ltda.
  2. Safra Distribuidora de Petroleo S/A
  3. Rede Sol Fuel Distribuidora S/A
  4. Império Comércio de Petróleo S/A
  5. Arka Distribuidora de Combustiveis Ltda.
  6. Rodopetro Distribuidora de Petróleo Ltda.
  7. Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda.
  8. Maxima (Maximus) Distribuidora de Combústiveis Ltda.
  9. Everest Distribuidora de Combustíveis Ltda.
  10. VMR Distribuidora de Combustíveis e Lubrificantes Ltda.
  11. Orizona Combustíveis S/A
  12. Start Petróleo S/A
  13. Port Brazil Distribuidora de Combustíveis Ltda.
  14. Estrela Distribuidora de Combustíveis Limitada
  15. Petroworld Combustíveis S/A
  16. Stock Distribuidora de Petroleo Ltda.
  17. Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda.
  18. Aliança Biocombustível Eireli
  19. Diamond Chemical Solventes LTDA (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
  20. Ipê Biocombustível Ltda.
  21. Quantiq Distribuidora Ltda.
  22. Pinecrest Distribuidora S/A
  23. Auto Posto S3 Juntas
  24. Petroribe Distribuidora de Combustíveis Ltda.
  25. Auto Posto Bixiga Ltda.
  26. Auto Posto Mar Dias Ltda.
  27. Auto Posto Piloto Ltda.
  28. Auto Posto Texas Ltda.
  29. Auto Posto S-10 Ltda.
  30. Auto Posto Parada 85 Ltda.
  31. Auto Posto da Serra Ltda.
  32. Posto Futura Jk Ltda.
  33. Posto Santo Antonio do Descoberto Ltda.
  34. Auto Posto Dipoco Ltda.
  35. Auto Posto Vini Show Ltda.
  36. Redevoada Auto Posto Ltda.
  37. Auto Posto Atlântico Ltda.
  38. Auto Posto Elite de Piracicaba Ltda.
  39. Auto Posto Futura Niquelandia Ltda.
  40. Auto Posto Moska Ltda.
  41. Auto Posto Azul do Mar Ltda.
  42. Auto Posto Hawai Ltda.
  43. Auto Posto 2000 Ltda.
  44. Auto Posto Yucatan Ltda.
  45. Auto Posto Maragogi Ltda.
  46. Auto Posto Conceição Ltda.
  47. Auto Posto Boulevar XV São Paulo Ltda.

Fintechs e instituições financeiras

  1. Bankrow Instituição de Pagamento S/A
  2. BK Instituição de Pagamento S/A (também referida como BK Bank)
  3. Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros Ltda.

Fundos de investimento específicos

  1. Zeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
  2. Brazil Special Opportunities Fund (também referida como Fundo de Investimento Financeiro Crédito Privado
  3. Responsabilidade)
  4. Atena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  5. Mabruk Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (também conhecido como
  6. Rhodonite Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado)
  7. Radford Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
  8. Celebration Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  9. Zurich Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  10. Pompeia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  11. New Hampshire Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  12. Participation Fundo de Investimento em Participações em Cadeias Produtivas Agroindustriais – Fiagro
  13. Pegasus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  14. Fundo de Investimento Imobiliário Enseada
  15. Fundo de Investimento Imobiliário Vancouver
  16. Fundo de Investimento Imobiliário Ruby Green
  17. Fundo de Investimento Imobiliário Green Eagle
  18. Bucarest Fundo de Investimento Imobiliário
  19. Arion Fundo de Investimento Imobiliário
  20. Minesotta Fundo de Investimento Imobiliário
  21. Olimpia Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
  22. Pinheiros Fundo de Investimento Imobiliário
  23. Olsen Fundo de Investimento Imobiliário
  24. Paraibuna Fundo de Investimento Em Participações Multiestratégia
  25. Fundo de Investimento Imobiliário Toronto
  26. Los Angeles 01 Fundo de Investimento Imobiliário (atual Lucerna Fundos de Investimentos Imobiliários)
  27. Location Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
  28. Locar Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
  29. ETH ET Hereal Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  30. Plural Tesouro Selic Fundo de Investimento Renda Fixa Simples
  31. Gad Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
  32. Gad Lii Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
  33. Blackpartners Miruna Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados
  34. Sustineri Germinare Fundo de Investimento em Direitos Creditórios IS
  35. Saint Martin Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  36. EUV Denali Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  37. JNC Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
  38. Maya Fundo de Investimento Imobiliário
  39. Agro 1963 Company Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
  40. Mam ZC Tesouro Selic FI Renda Fixa DI Soberano
  41. Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório Não Padronizado
  42. Hans 95 Fundo de Investimento Multimercado e Investimento no Exterior
  43. Olaf 95 Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado
  44. Salinas Fundo de Investimento em Participação Multiestratégia
  45. Keros Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  46. Start Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
  47. Ragusa Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia

Administradoras e gestoras de fundos de investimento

  1. Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
  2. REAG Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A (e suas relacionadas como Reag Trust, Reag
  3. Administradora de Recursos Ltda., Reag Capital Holding S/A, RPN Partners Participações Ltda., Reag
  4. Specialty Finance Ltda., Reag Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.)
  5. Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros Ltda.
  6. BFL Administração de Recursos Ltda.
  7. Banco Genial S/A
  8. Actual Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
  9. Ello Gestora de Recursos Ltda.
  10. Libertas Asset S/A
  11. Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (e Banvox Holding Financeira S/A)
  12. Monetar Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
  13. Buriti Investimentos Gestora de Recursos Ltda.
  14. Finaxis Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
  15. Positiva Investimentos Ltda.

Empresas de transporte e logística

  1. G8.log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
  2. Blue Star Locação de Equipamentos S/A
  3. Locar Locadora Ltda.
  4. Mabruk Log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
  5. G8log Agro Ltda.
  6. Moska Log
  7. Transportadora Infinity Ltda.
  8. Log Maxx Transportes Rodoviários Ltda.
  9. Rota Fuel Transporte Ltda.
  10. Boxter Transportes Ltda.
  11. S-3 Transporte Rodoviário de Produtos Ltda.
  12. Sudeste Terminais e Armazéns Gerais Ltda.
  13. Tlog Terminais Ltda.
  14. Rio Log Terminais Ltda.
  15. Malta Transportes Rodoviários
  16. Llog Fuel Transportes Ltda.

Empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento

  1. Copape Produtos de Petroleo Ltda.
  2. Europa Produtos de Petroleo S/A (nome Fantasia Monroy West Energy)
  3. GT Formuladora Ltda.
  4. Octanos Envasadora Ltda.
  5. Master Oil Industria Ltda.
  6. Sudeste Terminais e Armazens Gerais Ltda.
  7. Tlog Terminais Ltda.
  8. Rio Log Terminais Ltda.
  9. Stronghold Infra Investments Ltda*
  10. Liquipar Operações Portuárias S/A – Spe

Holdings e empresas de serviços administrativos e de participações

  1. GGX Global Participações S/A
  2. Best Holding do Brasil S/A
  3. Blendor S/A
  4. Bannout Participações S/A
  5. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
  6. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
  7. Urban Prime Properties Ltda.
  8. Valorem Participações Ltda.
  9. Eagle Infraestrutura e Participacões Ltda.
  10. Insight Participações S/A
  11. ABC Properties Ltda.
  12. SB Properties Ltda.
  13. VM Administração de Bens Próprios S/A
  14. Excefin Assessoria e Servicos Ltda.
  15. Controler Serviços Sociedade Unipessoal Ltda.
  16. SM Serviços Empresariais Ltda.
  17. Monroy West Energy Ltda.
  18. Mourad Serviços Ltda.
  19. MDM Class Serviços Ltda
  20. Veritas Participações Societárias Ltda.
  21. GH Oliveira Consultoria Ltda.
  22. Dubai Administração de Bens Ltda.
  23. J.B.V. Empreendimentos Imobiliários Ltda.
  24. WBN Empreendimentos e Participações Ltda.
  25. Ciclone Gestão e Participações Ltda.
  26. Latuj Participações Ltda.
  27. Lega Serviços Administrativos S/A
  28. RFV Power Holdings Ltda.
  29. Hampstead Holding de Participações Ltda.
  30. Green Bay Participações Ltda.
  31. Fort Worth Ll Participacoes Ltda.
  32. RCG Investimentos em Participações Ltda.
  33. GSO Assessoria Ltda.
  34. Shelby Holding Participação Societária Ltda.
  35. ACL Holding e Participações Ltda.
  36. Conceb Engenharia
  37. Mohaali Apoio Administrativo Ltda.
  38. Scotia Holdings e Participações Ltda.
  39. Salinas Incorporções e Construções Ltda.
  40. RML Investimentos Ltda.
  41. Structura Participacoes Ltda.
  42. Helikon Construtora e Incorporadora Ltda.
  43. Concord Holding Participações e Gestão Ltda.
  44. REAG Specialty Finance Ltda.
  45. REAG Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.
  46. Vila Rica Participações Ltda.
  47. DNC Comercial Agricola Ltda.
  48. Fasten Terceirizacao e Gestao de Pessoas Ltda.
  49. BW Holding Financeira Ltda.
  50. Parmo Holding Ltda.
  51. Control Participações Ltda.
  52. Hard Holding Trading Ltda.
  53. MFL Holding Trading Ltda.
  54. Gasp Participações e Investimentos S/A
  55. Organição Contábil Estrella Ltda.
  56. Estrella Suporte Administrativo
  57. HMD Serviços e Assessoria Empresarial Ltda.
  58. TMJ Consultoria e Gestão Empresarial Ltda.
  59. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
  60. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
  61. Jomar Mauricio Fornielis das Chagas
  62. ABM Administração de Bens Próprios S/A
  63. Nova Iracema Pães e Doces Ltda.
  64. Nova Salamanca Pães e Doces Ltda.
  65. Auto Posto S3 Juntas
  66. Cyro’s Auto Serviços Ltda.
  67. Strawberry Lojas de Conveniências Ltda.
  68. Group Potenza Atacadista e Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda.
  69. Khadige Conveniência Ltda.
  70. Empório Express Ltda.
  71. Lava Rápido Rafael do Guaruja Ltda.
  72. Buffet Dumont Villares Ltda.
  73. Number One Negócios e Intermediações Ltda.
  74. RGN Intermediações em Negócios Eireli
  75. Piloto Conveniência Ltda.
  76. Microjet Representação Comercial Comércio de Suprimentos para Informática Ltda.
  77. Hard Holding Trading Ltda.
  78. MFL Holding Trading Ltda.
  79. Adelta Li Serviços de Tecnologia Ltda.
  80. Marccounting Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda.
  81. GGX Global Participações S/A
  82. Alkon Participações S/A
  83. Door Participações S/A
  84. Moorcroft do Brasil Participações Ltda.
  85. Ockham Empreendimentos e Participações S/A
  86. MB Blues Ltda.
  87. Alves e Sato Administração de Bens S/A
  88. Pancotte Participações S/A
  89. New Participações e Investimentos S/A
  90. NGR Empreendimentos Imobiliários i Spe Ltda.
  91. Aero NGR Administração e Participação Ltda.
  92. Aruja Empreendimentos Imobiliários Ltda.
  93. AJ Participações Ltda.
  94. Imob9 Participações Ltda
  95. Aslam Participações Ltda.
  96. R&M Participações Ltda.
  97. S-3 Holding e Investimentos Ltda.
  98. Cas Holding e Participações Ltda.
  99. Unyon Construtora e Incorporadora Ltda.
  100. Vila Rica Participações Ltda.
  101. Pinecrest Distribuidora S/A
  102. Petroquality Holding e Participações Ltda.
  103. Conceb Engenharia
  104. Amapapetro
  105. LVF Power Holdings Ltda.
  106. RCG Investimentos em Participações Ltda
  107. S4 (mencionada Como Empresa de Fachada)
  108. Plasma Administradora e Intermediações Ltda.

Empresas químicas e de importação

  1. Araras Química do Brasil Eireli
  2. Braslimp Química Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
  3. Diamond Chemical Solventes Ltda. (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
  4. Indústria de Cosméticos Vale Petro Ltda.
  5. Indústria DSW Logística em Geral Ltda.
  6. Ipê Biocombustível Ltda.
  7. Mannabio Importação e Exportação, Produção e Comercialização Ltda.
  8. Oreonn Ind. e Comércio de Óleos Vegetais e Químicas Ltda.
  9. Química Araguaya Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda.
  10. Quimicolor Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
  11. Royal Química Ltda.
  12. Cattalini Terminais Marítimos S/A

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Investigação independente aponta possíveis conflitos de interesse em relações entre executivos da CrowdStrike e revenda no Brasil https://diariocearense.com/investigacao-independente-aponta-possiveis-conflitos-de-interesse-em-relacoes-entre-executivos-da-crowdstrike-e-revenda-no-brasil/02/37/ Fri, 07 Aug 2026 19:02:37 +0000 https://diariocearense.com/investigacao-independente-aponta-possiveis-conflitos-de-interesse-em-relacoes-entre-executivos-da-crowdstrike-e-revenda-no-brasil/02/37/ Dossiê baseado em fontes abertas foi encaminhado ao Comitê de Ética global da empresa e questiona possível favorecimento à Betta Global Partner no canal de parceiros Uma investigação jornalística independente conduzida pelo PodNelson levantou indícios de que a liderança de vendas da CrowdStrike no Brasil pode ter mantido relações comerciais não declaradas com a revenda […]

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Dossiê baseado em fontes abertas foi encaminhado ao Comitê de Ética global da empresa e questiona possível favorecimento à Betta Global Partner no canal de parceiros

Uma investigação jornalística independente conduzida pelo PodNelson levantou indícios de que a liderança de vendas da CrowdStrike no Brasil pode ter mantido relações comerciais não declaradas com a revenda Betta Global Partner, criando um ambiente de assimetria concorrencial no ecossistema de parceiros da fabricante de cibersegurança.

O dossiê, construído integralmente com base em Inteligência de Fontes Abertas (OSINT) — incluindo registros públicos de premiações, dados societários e relatos de mercado — foi protocolado nesta terça-feira, 15 de julho, nos canais oficiais de Ética e Compliance da CrowdStrike Holdings, Inc. (NASDAQ: CRWD).

O que diz a investigação
De acordo com o material reunido pelo PodNelson, a Betta Global Partner — empresa de capital fechado controlada pelas famílias Centoamore e Altomani — experimentou uma ascensão comercial atípica nos últimos 24 meses. A revenda acumulou prêmios consecutivos da fabricante: “LATAM Partner of the Year 2025”, concedido no Americas Partner Symposium, e “Brazil Partner of the Year 2026”, pelo segundo ano seguido.

Em maio de 2026, a própria CrowdStrike publicou um Customer Story oficial em seu site global chancelando a operação da Betta como modelo de expansão no Brasil.

O que chama a atenção de analistas de mercado, segundo o dossiê, é a velocidade e a concentração desses reconhecimentos. Parceiros concorrentes ouvidos pela reportagem relataram dificuldades sistemáticas para aprovar registros de oportunidade (deal registrations) — mecanismo padrão da indústria que protege a revenda que origina um negócio — enquanto a Betta teria obtido aprovações recorrentes nas mesmas contas e regiões.

Os executivos mencionados
O relatório do PodNelson mapeia três posições-chave na estrutura da CrowdStrike Brasil que detêm poder discricionário sobre a aprovação de margens e registro de oportunidades:
•    Gabriel Moreira — Head of Sales, Strategic Business
•    Celso Quintanilha — Sales Director, GHE (Governo, Saúde e Educação)
•    Jéferson Luís Propheta — Alta liderança da operação brasileira

A investigação não afirma que estes executivos possuem vínculos societários diretos com a Betta — os registros públicos brasileiros consultados não indicam essa relação. O dossiê, no entanto, aponta que a estrutura societária fechada da revenda dificulta a verificação de Beneficiários Finais Ocultos (UBOs) ou laços familiares indiretos, algo que só poderia ser esclarecido por meio de uma auditoria interna aprofundada.

As perguntas que ficam
O documento protocolado no Comitê de Ética da CrowdStrike não formula acusações. Ele levanta três perguntas que, segundo a investigação, merecem esclarecimento por parte da matriz global:
1.    A liderança global e o comitê de compliance da CrowdStrike têm conhecimento do cenário de potencial favorecimento descrito por concorrentes?
2.    Qual é a natureza exata da parceria comercial e do nível de tier atual entre a CrowdStrike e a Betta no Brasil?
3.    Quais são os protocolos de compliance adotados pela empresa para prevenir que executivos regionais mantenham relações pessoais ou corporativas não declaradas com revendas locais?

Riscos regulatórios
Por ser uma empresa de capital aberto listada na NASDAQ, a CrowdStrike está sujeita às regulamentações da SEC (Securities and Exchange Commission) e ao Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), legislação americana que pune atos de corrupção ou vantagens indevidas cometidos por empresas americanas em solo estrangeiro.

Parte dos contratos nos quais a Betta saiu vencedora envolve entidades governamentais brasileiras, o que, segundo especialistas em compliance ouvidos pela reportagem, amplifica a exposição regulatória do caso — caso se confirmem os indícios de direcionamento de negócios.

O que dizem os envolvidos
A reportagem procurou os envolvidos para esclarecimentos. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação oficial.

A CrowdStrike Holdings, Inc. foi notificada por meio de seus canais oficiais de Compliance e Ética ([email protected]). O espaço para manifestação permanece aberto.
Nota da Redação: O PodNelson reafirma seu compromisso com a imparcialidade jornalística e se coloca à disposição dos envolvidos para publicação integral de suas manifestações.

Esta é uma reportagem em desenvolvimento. O conteúdo será atualizado conforme houver manifestação das partes envolvidas

Segue os arquivos: 

OSINT Investigative DossierBaixar

Ethics CrowdStrikeBaixar

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Operação Mensageiro: Adriano Poffo e outros nove réus são condenados em caso envolvendo contratos de Ibirama https://diariocearense.com/operacao-mensageiro-adriano-poffo-e-outros-nove-reus-sao-condenados-em-caso-envolvendo-contratos-de-ibirama/23/25/ Mon, 25 May 2026 12:23:25 +0000 https://diariocearense.com/operacao-mensageiro-adriano-poffo-e-outros-nove-reus-sao-condenados-em-caso-envolvendo-contratos-de-ibirama/23/25/ O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) condenou o ex-prefeito de Ibirama Adriano Poffo e outros nove réus em uma ação penal decorrente da Operação Mensageiro. O processo investiga um esquema de pagamento de vantagens indevidas e fraudes em licitações relacionadas a contratos públicos de coleta e destinação de resíduos no município. A decisão […]

O post Operação Mensageiro: Adriano Poffo e outros nove réus são condenados em caso envolvendo contratos de Ibirama apareceu primeiro em Diario Cearense.

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) condenou o ex-prefeito de Ibirama Adriano Poffo e outros nove réus em uma ação penal decorrente da Operação Mensageiro. O processo investiga um esquema de pagamento de vantagens indevidas e fraudes em licitações relacionadas a contratos públicos de coleta e destinação de resíduos no município.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Criminal do TJSC e julgou parcialmente procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo a apuração, agentes públicos e representantes ligados à empresa Serrana Engenharia teriam atuado para favorecer contratos administrativos em troca de pagamentos ilícitos.

Entre os condenados estão:

Adriano Poffo, ex-prefeito de Ibirama;
Fábio Luiz Fusinato, ex-secretário de Administração e Finanças do município;
Odair José Mannrich;
Altevir Seidel;
Márcio Velho da Silva;
Cristiane Ruon dos Santos;
Márcio Pires de Moraes;
David do Prado;
Jones Rodrigo Gauger;
Felipe Schroeder dos Anjos.

Adriano Poffo recebeu a pena mais elevada do processo: 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 3 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto. Conforme a decisão, ele foi condenado por organização criminosa, corrupção passiva em 19 episódios e fraude à licitação. O ex-prefeito também deverá pagar 69 dias-multa.

O TJSC ainda determinou a perda do mandato eletivo de Poffo e a proibição de exercer cargo ou função pública pelo período de oito anos após o cumprimento da pena.

De acordo com a denúncia, Fábio Luiz Fusinato, então secretário municipal de Administração e Finanças de Ibirama, teria atuado na operacionalização dos repasses de propina destinados ao ex-prefeito. Como firmou acordo de colaboração premiada, sua pena foi reduzida para 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção, em regime semiaberto.

Os demais réus condenados foram apontados como integrantes do núcleo empresarial e operacional do esquema, envolvendo sócios, intermediários e pessoas responsáveis pela circulação dos valores. As penas informadas são:

Odair José Mannrich: 2 anos, 7 meses e 3 dias de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção;
Altevir Seidel: 2 anos, 7 meses e 3 dias de reclusão;
Márcio Velho da Silva: 1 ano, 9 meses e 23 dias de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção;
Cristiane Ruon dos Santos: 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
Márcio Pires de Moraes: 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
David do Prado: 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
Jones Rodrigo Gauger: 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão;
Felipe Schroeder dos Anjos: 1 ano e 2 meses de detenção.

Segundo as investigações, o esquema teria funcionado por meio do pagamento periódico de propinas a agentes públicos para assegurar contratos municipais à Serrana Engenharia. Os valores seriam movimentados em dinheiro vivo, com participação de intermediários responsáveis por fazer os repasses.

A ação penal julgada aborda fatos ocorridos entre 2017 e julho de 2019. A Operação Mensageiro ainda possui outros processos em andamento, abrangendo períodos posteriores e envolvendo diferentes municípios de Santa Catarina.

Após a condenação, Adriano Poffo afirmou, em manifestação pública, que discorda da decisão e mantém a convicção de sua inocência. Os réus poderão recorrer em liberdade às instâncias superiores.

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Santa Casa de Belo Horizonte é alvo de esquema fraudulento e registra prejuízo de R$ 28 milhões https://diariocearense.com/santa-casa-de-belo-horizonte-e-alvo-de-esquema-fraudulento-e-registra-prejuizo-de-r-28-milhoes/54/03/ Fri, 15 May 2026 12:54:03 +0000 https://diariocearense.com/santa-casa-de-belo-horizonte-e-alvo-de-esquema-fraudulento-e-registra-prejuizo-de-r-28-milhoes/54/03/ Quadrilha que comercializava créditos tributários falsos lesou Santa Casa de BH e prefeituras em Minas Gerais com promessa de desconto de 30%   A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal desmantelaram um sofisticado esquema de fraude fiscal avaliado em bilhões, que prometia o “perdão” de dívidas tributárias. As operações, denominadas “Títulos Podres” e “Consulesa”, […]

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Quadrilha que comercializava créditos tributários falsos lesou Santa Casa de BH e prefeituras em Minas Gerais com promessa de desconto de 30%

 

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal desmantelaram um sofisticado esquema de fraude fiscal avaliado em bilhões, que prometia o “perdão” de dívidas tributárias. As operações, denominadas “Títulos Podres” e “Consulesa”, revelaram a extensão da atividade criminosa.

 

O esquema envolvia corrupção, utilização de créditos fiscais forjados e ameaças de morte, resultando na execução de 79 mandados judiciais em 17 localidades distribuídas em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão.

 

Entre as vítimas do golpe estão hospitais filantrópicos, prefeituras e empresários de grande porte que foram seduzidos pela promessa de quitação das dívidas com descontos significativos, mas acabaram enfrentando prejuízos ainda maiores.

 

A Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte é uma das instituições mais prejudicadas. A PF constatou que o hospital transferiu quase R$ 28 milhões para as contas dos criminosos, acreditando estar saldando obrigações previdenciárias. O desvio só foi detectado por meio de uma auditoria internacional que revelou a perda financeira.

 

Em comunicado oficial, a Santa Casa esclareceu que o contrato foi assinado em 2020 com o intuito de melhorar sua gestão financeira e reduzir déficits.

 

“Após ser notificada pela Receita Federal em 2025, a Santa Casa começou a adotar medidas contra as irregularidades cometidas pela contratada. Foram implementadas ações administrativas e judiciais necessárias para proteger seus direitos e patrimônio. A instituição está atenta ao andamento dos procedimentos junto aos órgãos competentes, aguardando resultados positivos para apuração e ressarcimento dos danos causados a ela e a outras entidades públicas e privadas,” destacou o comunicado.

 

A investigação revelou que o esquema operava por meio de duas frentes distintas, cada uma liderada por figuras diferentes mas empregando métodos criminosos similares.

Os líderes do esquema

 

À frente de um dos grupos estava Ivan Regis dos Passos, chefe da Consulminas — uma consultoria localizada na Pampulha, Belo Horizonte — além da Montamed, criada em Macaé (RJ) para seguir com as fraudes. Para se proteger da polícia, Passos utilizava dois CPFs distintos com nomes maternos e datas de nascimento diferentes.

 

Comandando sua equipe técnica, obteve informações privilegiadas sobre contribuintes inadimplentes, manipulou sistemas e corrompeu agentes públicos. O rastro financeiro deixou mais de R$ 11 milhões nas contas dele e da esposa.

 

Passos oferecia créditos tributários falsificados a prefeituras e companhias com promessas de desconto de até 30%. Seu grupo foi responsável por mais de 24 mil solicitações fraudulentas junto à Receita Federal, somando aproximadamente R$ 670 milhões.

 

Quando as compensações fraudulentas começaram a ser bloqueadas pela Receita Federal, a faceta “empresarial” dos criminosos cedeu lugar à violência. Mensagens interceptadas mostraram um plano contra uma auditora fiscal que alertava prefeituras sobre o golpe; em uma conversa registrada, Ivan sugeriu eliminar essa mulher para tirá-la do caminho.

 

Esse tom agressivo foi um fator determinante para que a Justiça decretasse a prisão preventiva dos líderes da quadrilha.

 

Simultaneamente, atuava o núcleo liderado pelo advogado Antônio Carlos de Paula, residente em Campo Belo, junto com seu filho Henrique Neves Santiago de Paula. Por meio da ACP Consultoria e outras empresas associadas ao grupo, arrecadaram mais de R$ 27 milhões das vítimas. Esses recursos ilícitos eram direcionados para negócios ligados a Henrique e para aquisição de lanchas luxuosas registradas em nomes próprios ou “laranjas”.

 

Segundo investigações da PF, logo após sua criação, uma cervejaria do grupo começou a receber transferências significativas da ACP Consultoria. Entre o final de 2016 e o final de 2017, essa cervejaria recebeu mais de R$ 619 mil — valores que as vítimas acreditavam estar destinados ao pagamento de impostos mas que realmente financiavam a operação da fábrica.

Prefeituras sob pressão

A quadrilha também afetou diversas prefeituras mineiras como Capim Branco, Funilândia, São José da Lapa e Prudente de Morais. Os criminosos chegaram ao ponto de invadir remotamente os computadores das administrações municipais para enviar informações falsas e encobrir a origem das fraudes.

A consequência dessas contratações foi devastadora para os municípios envolvidos.

No caso Capim Branco, o vice-prefeito Romar Gonçalves Ribeiro (PSD) foi colocado sob suspeita por investigadores devido ao suposto benefício recebido proveniente das compensações fraudulentas e por ter colaborado com interesses do grupo no âmbito municipal. Não foi possível localizar Romar para comentários sobre as acusações. O prefeito Elvis Presley (PSD) também não respondeu às tentativas de contato da reportagem.

A prefeitura São José da Lapa informou que sofreu um prejuízo estimado em R$ 29 milhões devido ao golpe aplicado pela quadrilha.

A organização criminosa ofereceu créditos tributários falsos através da Montamed com intenção aparente de abater dívidas previdenciárias junto ao INSS. A fraude foi descoberta quando a Receita Federal bloqueou o acesso do município ao Fundo de Participação dos Municípios em janeiro do ano passado. O débito foi refinanciado em até 300 parcelas enquanto a prefeitura busca reparação judicialmente após realizar cortes orçamentários significativos no pessoal e nos contratos prestados.

No município Funilândia, o prefeito José Inácio Pereira (PP) relatou que pagou R$ 3 milhões à quadrilha na tentativa frustrada por créditos tributários.

“Disseram tratar-se de um crédito no INSS para obter compensação; nunca recebemos nada,” lamentou ele sobre um contrato firmado durante a gestão anterior. O ex-prefeito Edson Vargas não pôde ser localizado para comentar a situação.

A prefeitura Prudente Morais informou que apenas poderia fornecer esclarecimentos na semana seguinte.

O papel dos servidores públicos

A investigação também identificou servidores públicos atuando como informantes para os criminosos do esquema.

Dentre os investigados estão funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e técnicos do INSS lotados na Receita do Rio Janeiro; ambos são acusados pelo vazamento ilegal dos sigilos fiscais das vítimas.

Um servidor específico identificado como Luiz Antônio Martins Nunes do SERPRO está sob investigação por expor dados confidenciais até mesmo relacionados ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esses servidores acessavam bancos de dados sem justificativa funcional para levantar informações sobre dívidas milionárias em Minas Gerais e repassavam tais dados aos líderes do esquema criminosa.

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Educação bilíngue se consolida como estratégia para formar profissionais globais das gerações Z e Alpha https://diariocearense.com/educacao-bilingue-se-consolida-como-estrategia-para-formar-profissionais-globais-das-geracoes-z-e-alpha/51/35/ Wed, 29 Apr 2026 12:51:35 +0000 https://diariocearense.com/educacao-bilingue-se-consolida-como-estrategia-para-formar-profissionais-globais-das-geracoes-z-e-alpha/51/35/ Imersão multicultural desde a infância fortalece pensamento crítico, amplia repertório internacional e prepara estudantes para um mercado cada vez mais conectado e competitivo   As transformações provocadas pelas gerações Z e Alpha estão redesenhando o cenário educacional no Brasil e no mundo. Nativos digitais, hiperconectados e expostos desde cedo a múltiplas culturas, esses estudantes aprendem […]

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Imersão multicultural desde a infância fortalece pensamento crítico, amplia repertório internacional e prepara estudantes para um mercado cada vez mais conectado e competitivo

 

As transformações provocadas pelas gerações Z e Alpha estão redesenhando o cenário educacional no Brasil e no mundo. Nativos digitais, hiperconectados e expostos desde cedo a múltiplas culturas, esses estudantes aprendem de forma dinâmica, colaborativa e orientada por propósito. Nesse contexto, a educação bilíngue deixa de ser um atributo complementar e passa a ocupar um papel central na formação de jovens preparados para transitar em ambientes globais.

Mais do que aprender uma outra língua, o ensino bilíngue por imersão reorganiza a forma como o estudante pensa, interpreta o mundo e se comunica. O contato diário com outra língua estimula flexibilidade cognitiva, amplia a capacidade de resolução de problemas e fortalece habilidades essenciais para o século XXI, como argumentação, adaptabilidade e visão intercultural.

Em um mercado cada vez mais internacionalizado, no qual fronteiras físicas são superadas por conexões digitais e oportunidades acadêmicas se expandem para além do território nacional, a formação multicultural torna-se diferencial competitivo. Universidades, empresas e organizações globais buscam profissionais capazes de dialogar com diferentes culturas, compreender contextos diversos e atuar com autonomia intelectual.

“A educação bilíngue não se resume à fluência. Ela amplia o repertório cultural, fortalece o pensamento crítico e prepara o estudante para atuar com segurança em ambientes internacionais. Formar alunos bilíngues hoje é formar profissionais com visão global amanhã”, afirma Antonieta Megale, Diretora Acadêmica da Maple Bear Brasil.

Ao integrar conteúdo acadêmico e uma língua adicional de forma estruturada desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, o modelo por imersão favorece o desenvolvimento de competências interculturais e engajamento genuíno dos alunos. A aprendizagem deixa de ser fragmentada e passa a acontecer de maneira contextualizada, conectando teoria e prática em situações reais de uso da língua.

No Brasil, a Maple Bear consolida esse posicionamento ao oferecer um currículo que vai muito além do bilíngue e combina o melhor da educação canadense e brasileira, valorizando as singularidades e aptidões de cada aluno para prepará-los para um futuro global. A rede conta atualmente com 228 escolas em operação no país e prevê a inauguração de mais 10 unidades em 2026. No exterior, já são 500 escolas em funcionamento e mais de 200 em fase de implantação, com presença em mais de 40 países.

Hoje, mais de 44 mil estudantes estão matriculados na rede no Brasil e mais de 70 mil no mundo. O público é composto por famílias que buscam uma formação que una desempenho acadêmico sólido, desenvolvimento socioemocional e uma vivência internacional estruturada. A proposta vai além da aprendizagem linguística: integra cidadania global, protagonismo estudantil e preparação para cenários acadêmicos e profissionais internacionais.

Entre os principais movimentos estratégicos da rede está o fortalecimento do High School e a ampliação da jornada até o Ensino Médio. Atualmente, 55 escolas passam por processo de transição para atender também aos Anos Finais e ao Ensino Médio, ampliando a permanência do aluno e garantindo continuidade formativa dentro do mesmo ecossistema pedagógico.

Um dos diferenciais é o duplo diploma internacional, em parceria com a província canadense de New Brunswick. Ao concluir o Ensino Médio, o estudante pode obter certificação válida no Brasil e no Canadá, ampliando oportunidades de ingresso em universidades no exterior e fortalecendo sua trajetória acadêmica internacional.

“Vivemos em uma sociedade interdependente, em que decisões econômicas, sociais e ambientais ultrapassam fronteiras. A escola precisa preparar o estudante para compreender esse cenário e atuar de forma responsável e estratégica. O bilinguismo é um recurso essencial nesse processo”, complementa Antonieta.

Em um mundo marcado por transformações tecnológicas aceleradas e intensa circulação de informações, investir em educação bilíngue estruturada significa preparar as novas gerações para liderar, inovar e dialogar em escala global. Para as gerações Z e Alpha, que já nascem conectadas, aprender em dois idiomas não é apenas uma vantagem: é uma ponte concreta para o futuro profissional em um cenário cada vez mais internacional.

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