Arquivo de Governo - Diario Cearense https://diariocearense.com/grupos/governo/ Sat, 01 Feb 2025 13:45:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://diariocearense.com/wp-content/uploads/2024/03/DIARIO-CEARENSE-1-150x150.png Arquivo de Governo - Diario Cearense https://diariocearense.com/grupos/governo/ 32 32 MPF Investiga 81 Prefeituras no Ceará por Suposta Corrupção em Emendas Pix https://diariocearense.com/mpf-investiga-81-prefeituras-no-ceara-por-suposta-corrupcao-em-emendas-pix/45/10/ Sat, 01 Feb 2025 13:45:10 +0000 https://diariocearense.com/mpf-investiga-81-prefeituras-no-ceara-por-suposta-corrupcao-em-emendas-pix/45/10/ O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação contra 81 prefeituras no Ceará que receberam recursos por meio das chamadas “Emendas Pix”. Esse modelo de repasse, caracterizado pela falta de transparência, já está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma ofensiva nacional que, até o momento, envolve 400 municípios, com a […]

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação contra 81 prefeituras no Ceará que receberam recursos por meio das chamadas “Emendas Pix”. Esse modelo de repasse, caracterizado pela falta de transparência, já está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma ofensiva nacional que, até o momento, envolve 400 municípios, com a expectativa de ampliação das apurações.

Investigação Nacional e Medidas do STF

As investigações foram iniciadas após um ofício da Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do MPF, responsável pelo combate à corrupção no país. O documento segue uma determinação do ministro Flávio Dino, do STF, que exige transparência e rastreabilidade na aplicação de recursos públicos.

O STF tem adotado medidas rígidas contra o uso de emendas parlamentares sem prestação de contas detalhada. Em dezembro de 2022, a Corte considerou inconstitucionais as emendas RP9 (de relator) e RP8 (de comissão), levando o Congresso a modificar as regras para distribuição de verbas. Em 2023, Flávio Dino determinou a suspensão das emendas Pix, condicionando a liberação a mecanismos de controle mais rígidos.

Situação no Ceará

No Ceará, as investigações estão sob responsabilidade do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do MPF) e ainda estão na fase inicial. O órgão solicitou que os prefeitos dos 81 municípios investigados apresentassem prestação de contas detalhada sobre os recursos recebidos em 2024 na plataforma Transferegov.br.

A falta de resposta ou irregularidades na aplicação dos recursos podem levar à abertura de processos por improbidade administrativa contra os gestores municipais.

Posicionamento das Prefeituras

Diante da investigação, diversas prefeituras cearenses já se manifestaram, destacando que os recursos foram devidamente cadastrados e aplicados conforme as normativas vigentes. Algumas alegam que os valores ainda não foram utilizados ou que foram destinados a projetos específicos, como pavimentação, educação e infraestrutura urbana.

Principais alegações das prefeituras:

  • Juazeiro do Norte: afirmou que a emenda citada não foi destinada ao município, mas sim para uma escola estadual.
  • Miraíma: recebeu recursos para pavimentação e cadastrou os valores no sistema federal.
  • Cedro, Tauá e Russas: informaram que responderam aos pedidos do MPF dentro do prazo.
  • Crato e Monsenhor Tabosa: afirmaram que aplicaram os recursos corretamente e que todas as informações estão disponíveis no Transferegov.br.
  • Forquilha: alegou que os recursos foram destinados à ampliação do balneário público da cidade e que ainda não foram pagos à empresa contratada.
  • Iracema: afirmou que os valores recebidos ainda estão integralmente depositados e rendendo ativos financeiros, sem qualquer retirada até o momento.

Expansão da Investigação

Além do Ceará, o MPF está conduzindo investigações semelhantes em outros estados, como Espírito Santo, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Maranhão, Roraima, Sergipe, Amazonas, Acre, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

Com o endurecimento das regras pelo STF e a crescente pressão sobre a transparência dos gastos públicos, é esperado que novas cidades entrem no radar das autoridades nas próximas semanas.

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Estatais federais registram rombo de R$ 6 bilhões até novembro, o maior para o período em 22 anos https://diariocearense.com/estatais-federais-registram-rombo-de-r-6-bilhoes-ate-novembro-o-maior-para-o-periodo-em-22-anos/33/55/ Mon, 30 Dec 2024 15:33:55 +0000 https://diariocearense.com/estatais-federais-registram-rombo-de-r-6-bilhoes-ate-novembro-o-maior-para-o-periodo-em-22-anos/33/55/ Déficit reflete investimentos e já era esperado, afirma Ministério da Gestão e Inovação Entre janeiro e novembro de 2024, as empresas estatais federais apresentaram um déficit de R$ 6,04 bilhões, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30). Esse valor representa o maior rombo registrado para o período desde o início da série histórica da autoridade […]

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Déficit reflete investimentos e já era esperado, afirma Ministério da Gestão e Inovação

Entre janeiro e novembro de 2024, as empresas estatais federais apresentaram um déficit de R$ 6,04 bilhões, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30). Esse valor representa o maior rombo registrado para o período desde o início da série histórica da autoridade monetária, em 2002.

O levantamento do BC considera as receitas e despesas das empresas controladas pelo governo federal. Este déficit impacta diretamente as metas fiscais do Executivo, que pode ser obrigado a cobrir os valores com recursos adicionais, elevando a dívida pública e limitando a disponibilidade de recursos para áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

Situação das estatais estaduais e municipais

Quando somadas as estatais estaduais, o déficit total alcança R$ 9,11 bilhões nos primeiros 11 meses de 2024. As estatais estaduais acumularam um rombo de R$ 3,17 bilhões no mesmo período, enquanto as estatais municipais, por outro lado, registraram um superávit de R$ 103 milhões.

Explicações do governo

Em nota publicada em novembro, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) justificou que os gastos registrados representam a “materialização de investimentos”. Segundo o órgão, é importante diferenciar “déficit de prejuízo”, pois o primeiro não necessariamente indica resultados negativos, já que ignora recursos em caixa acumulados de receitas anteriores.

O MGI esclareceu que o déficit foi amplamente impactado por aportes destinados a projetos de longo prazo, e que a maioria das estatais lucrativas não depende de recursos do Tesouro Nacional para custeio, mas sim para viabilizar investimentos estratégicos.

Impacto dos investimentos

Os aportes feitos pelo governo em projetos, como os da Emgepron em 2019, geraram superávits no curto prazo, mas acarretaram déficits nos anos seguintes, conforme esperado. O MGI argumenta que esses investimentos impulsionam o crescimento econômico e têm o potencial de gerar receitas futuras capazes de cobrir os custos.

“O aumento de investimentos estimula o crescimento econômico e gera retornos que compensam os déficits registrados no presente”, destacou o ministério.

Consequências

Esse resultado reflete o desafio do governo federal em equilibrar investimentos estratégicos com as pressões fiscais. O rombo de R$ 6 bilhões, embora contextualizado como parte de uma estratégia de crescimento, intensifica as discussões sobre o uso eficiente dos recursos públicos e os impactos na trajetória da dívida nacional.

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Fórum de Segurança Pública apoia decreto que regula uso da força policial https://diariocearense.com/forum-de-seguranca-publica-apoia-decreto-que-regula-uso-da-forca-policial/34/53/ Sun, 29 Dec 2024 13:34:53 +0000 https://diariocearense.com/forum-de-seguranca-publica-apoia-decreto-que-regula-uso-da-forca-policial/34/53/ O Fórum de Segurança Pública manifestou apoio ao decreto do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicado no último dia 24, que estabelece diretrizes para o uso da força policial e instrumentos de menor potencial ofensivo. A nota oficial, divulgada nesta quinta-feira (26), reforça que a segurança pública é um “direito social essencial” e não […]

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O Fórum de Segurança Pública manifestou apoio ao decreto do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicado no último dia 24, que estabelece diretrizes para o uso da força policial e instrumentos de menor potencial ofensivo. A nota oficial, divulgada nesta quinta-feira (26), reforça que a segurança pública é um “direito social essencial” e não deve estar sujeita a interesses partidários.

Críticas ao decreto

O decreto gerou controvérsia, sendo alvo de críticas de governadores como Cláudio Castro (PL-RJ), que anunciou que buscará o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a medida. Castro argumenta que o decreto pode interferir na autonomia dos estados na gestão das forças policiais.

Posição do Fórum

Contrariando as críticas, o Fórum destacou que o decreto representa um avanço para a segurança pública nacional. A nota argumenta que a regulamentação é necessária para promover eficiência, transparência, valorização dos profissionais e respeito aos direitos humanos no exercício da força policial.

“Segurança Pública é um Direito Social essencial e não pode ficar à mercê dos ventos dos interesses partidários, seja eles à direita, ao centro ou à esquerda do espectro ideológico”, afirma o texto.

Além disso, o Fórum destacou que o decreto coloca o Brasil em conformidade com normas internacionais já assinadas pelo país, regulamentando práticas que existem há mais de uma década.

Detalhes do decreto

O Decreto 12.341/2024 determina que o uso da força policial deve seguir os princípios de “bom senso, prudência e equilíbrio” e só poderá ser aplicado para alcançar objetivos legais dentro dos limites da lei.

Entre seus objetivos estão:

  • A eficiência no uso da força;
  • Transparência nas ações policiais;
  • Valorização dos profissionais de segurança pública;
  • Respeito irrestrito aos direitos humanos.

Convocação à união

O Fórum de Segurança Pública também convocou as autoridades a se unirem no aprimoramento das forças de segurança do país, com foco no controle do uso da força pelo Estado.

“É fundamental que as forças públicas de segurança sejam aprimoradas, garantindo um equilíbrio entre proteção social e controle legal do uso da força,” conclui a nota.

A discussão sobre o decreto segue no centro das atenções, com debates envolvendo governadores, lideranças políticas e especialistas em segurança pública.

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