O post IA na educação: entre a inovação e a responsabilidade apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>Coluna Janguiê Diniz
A inteligência artificial (IA) já faz parte da realidade educacional. Ela está presente nas pesquisas realizadas pelos estudantes, na preparação de aulas e em diferentes atividades acadêmicas e administrativas. Nesse contexto, proibir a sua utilização seria tão inadequado quanto permitir a sua aplicação sem critérios claros e objetivos. Por isso, a aprovação, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira representa um passo fundamental para adequar a formação oferecida no país às exigências e evoluções do nosso tempo.
O documento abrange todos os níveis e formatos de ensino. Seu mérito inicial está em reconhecer que a tecnologia deve permanecer subordinada às finalidades educacionais. A IA pode ampliar possibilidades de aprendizagem, apoiar o trabalho docente, favorecer a acessibilidade e contribuir para a gestão, mas não deve substituir o julgamento, a responsabilidade e a mediação das pessoas.
Ao mesmo tempo, o documento não ignora que os estudantes precisam ser preparados para compreender a tecnologia que já influencia a vida social e profissional. A proposta prevê a integração progressiva da inteligência artificial à educação digital, midiática e computacional. Isso envolve conhecer o papel dos dados, identificar riscos, limitações e vieses, reconhecer conteúdos sintéticos e situações de desinformação, verificar fontes e desenvolver autonomia intelectual, cidadania digital e comportamento ético.
Na educação básica, as diretrizes estabelecem cuidados com as crianças e os adolescentes. Até o 5º ano, os estudantes não deverão ter acesso direto, autônomo ou sem supervisão a ferramentas de IA, especialmente às aplicações generativas, conversacionais, preditivas ou adaptativas. Quando utilizadas, elas deverão integrar atividades mediadas por profissionais da educação, com proteção reforçada dos dados pessoais e comunicação às famílias.
Na educação superior, os desdobramentos são ainda mais amplos. As instituições terão o desafio de integrar a IA à formação acadêmica sem permitir que ela enfraqueça a autoria, o pensamento crítico ou a responsabilidade intelectual. A tecnologia poderá ser estudada em si mesma e empregada como apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais, os projetos pedagógicos dos cursos e as particularidades das diferentes áreas do conhecimento.
Trata-se de um encaminhamento essencial, pois preparar os estudantes para o mercado de trabalho contemporâneo passa, necessariamente, pelo desenvolvimento da capacidade de compreender as possibilidades e limitações desses sistemas, utilizar dados de maneira responsável e reconhecer as implicações éticas, jurídicas e sociais de suas escolhas.
Nesse processo, as licenciaturas ocupam posição estratégica. A formação dos futuros professores deverá abordar o letramento digital docente, o uso pedagógico das tecnologias emergentes, a análise crítica de dados educacionais, a avaliação apoiada por recursos digitais e os aspectos éticos envolvidos. Sempre que possível, esses conhecimentos deverão dialogar com o estágio supervisionado, a extensão e a pesquisa.
Também caberá às instituições de educação superior estabelecer políticas para o uso da IA no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão acadêmica. Será necessário definir parâmetros sobre transparência, autoria, integridade acadêmica, proteção de direitos, declaração do uso da tecnologia e prevenção de condutas incompatíveis com a honestidade intelectual.
A classificação das aplicações em diferentes níveis de risco é outro avanço. Quanto maior o potencial de uma ferramenta interferir em avaliações, certificações, permanência, seleção, benefícios ou sanções, mais rigorosas deverão ser as exigências de transparência, documentação, supervisão e controle.
Nesse sentido, algumas práticas serão incompatíveis com a educação, entre elas a pontuação social, a inferência automatizada de emoções, a vigilância biométrica contínua, a exploração de vulnerabilidades e a atribuição automática de notas a produções autorais que exijam interpretação. Detectores de conteúdo gerado por IA, por sua vez, não poderão fundamentar isoladamente punições acadêmicas ou disciplinares. Dessa forma, as diretrizes preservam a autonomia institucional, mas deixam claro que autonomia não significa ausência de responsabilidade.
O novo marco não traz respostas definitivas para uma transformação que seguirá impondo desafios. Oferece, entretanto, algo essencial: princípios para que a inovação avance com segurança, equidade e propósito pedagógico. Ao colocar a inteligência artificial a serviço da aprendizagem e manter as pessoas no centro das decisões, o CNE ajuda a educação brasileira a olhar para o futuro sem abandonar valores que dão sentido à formação humana.
*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.
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]]>O post Entre acusações e defesa: o que o processo de Maira Rocha revela sobre a disputa no espiritismo apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos depois, a reportagem foi ao ar, e quem acompanha Maira passou a ser tratado como “milícia digital”.
Nos últimos meses, a médium e a Casa da Caridade Inácio Daniel foram apresentadas ao país como caso encerrado. O portal Metrópoles falou em “milícia digital”. O Fantástico exibiu acusações ainda sob apuração como se fossem conclusões. Voluntários, frequentadores e mães enlutadas viraram “horda”, “séquito feroz” e “tropa de choque virtual”.
A desproporção salta aos olhos. As acusações partem de um grupo restrito de ex-voluntários e antigos frequentadores, que dizem não ter reconhecido o conteúdo de cartas ou mensagens recebidas. Do outro lado estão milhares de pessoas atendidas ao longo dos anos pela Casa da Caridade, que seguem apoiando Maira e reconhecem o trabalho social da instituição. Foi esse grupo majoritário, e não os acusadores, que passou a ser tratado como integrante de uma organização criminosa. É esse o massacre midiático que os espiritualistas ligados a Maira vêm sofrendo: não se discute mais o que elas acreditam, mas se elas têm o direito de acreditar sem serem rotuladas.
É preciso ser justo: não é toda a imprensa. Outros veículos, como a RedeTV!, e diversos canais têm noticiado o outro lado e aberto espaço para Maira se defender. O problema está em um setor específico da mídia, justamente o de maior alcance, que escolheu contar apenas metade da história.
Uma disputa que começou muito antes das manchetes
O que essa cobertura omite é que essa história não nasceu nas redações. Ela tem nome, data e processo.
Documentos, áudios e depoimentos reunidos no processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014, hoje em fase de recurso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, descrevem uma campanha organizada, iniciada anos atrás, para impedir que Maira fosse recebida em congressos, palestras, programas e centros espíritas.
No centro dessa campanha aparece Guilherme Velho, pesquisador espírita ligado à Federação Espírita Brasileira, a FEB, e uma das vozes mais ativas na contestação pública da mediunidade de Maira.
Segundo testemunhas ouvidas no processo, ele procurou dirigentes para colher assinaturas em abaixo-assinado contra Maira Rocha e Fernando Ben. Pressionou organizadores de eventos. Um dirigente de centro espírita em Santarém, Portugal, relatou ter recebido, de número atribuído a Guilherme Velho, mensagem pedindo que a médium não fosse recebida, com a afirmação de que ela teria saído “fugida” do Brasil e a menção a supostas denúncias na Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF.
Em 19 de agosto de 2026, a 1ª Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios analisou esse conjunto e opinou pela condenação dos acusados. O parecer afirma que as condutas ultrapassaram a mera divergência doutrinária e que os acusados teriam atuado como “inquisidores modernos” dentro do próprio espiritismo.
É preciso dizer com precisão: trata-se de um parecer em recurso, não de uma condenação definitiva. Mas é o Ministério Público, e não a defesa de Maira, quem descreve o caso como perseguição e discriminação religiosa.
O apoio institucional à campanha
Guilherme Velho não age sozinho. Em áudio já divulgado e que será encaminhado aos veículos citados, Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF, declara apoio a Guilherme Velho em sua empreitada, a mesma que o Ministério Público classificou como perseguição religiosa.
O detalhe torna o registro ainda mais relevante: Paulo Maia é testemunha arrolada por Guilherme Velho no processo por intolerância religiosa. Quem depõe em favor do acusado, portanto, não é observador neutro, mas dirigente engajado na mesma campanha que o Ministério Público examinou.
A FEDEF não é uma entidade isolada. Ela integra o sistema federativo da Federação Espírita Brasileira, a FEB, entidade máxima do espiritismo no país, à qual o próprio Guilherme Velho é ligado. O apoio, portanto, vem de dentro da estrutura oficial do movimento espírita, e vem depois do linchamento público a que Maira foi submetida e do parecer do Ministério Público.
Uma federação religiosa tem todo o direito de discordar de uma médium. O que não se explica é que seu presidente empreste o nome da entidade a um esforço para excluir alguém do espaço religioso, justamente a prática que o Brasil já conheceu quando a polícia invadia centros e apreendia os livros de Allan Kardec.
Um linchamento anunciado
É preciso deixar claro o propósito desta matéria. Não se trata de atacar a imprensa, que em boa parte tem cumprido seu papel e ouvido os dois lados. Trata-se de expor fatos que foram omitidos: que Maira Rocha é parte em um processo por intolerância religiosa; que Guilherme Velho, a principal voz contra ela, é acusado nesse processo; e que nada disso foi dito ao público quando as acusações foram ao ar.
E há um detalhe que muda a leitura de toda a cobertura.
Em 2024, muito antes de qualquer reportagem ir ao ar, Maira Rocha registrou ocorrência policial relatando que Guilherme Velho a ameaçava de “levá-la ao Fantástico”. O boletim integra os autos do processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014 e pode ser conferido por qualquer um.
Dois anos depois, o Fantástico exibiu a reportagem. Com as mesmas acusações. Com a mesma fonte.
Não se trata de dizer que a emissora agiu de má-fé. Trata-se de constatar que o programa acabou usado exatamente como havia sido anunciado: como instrumento de uma campanha que já corria na Justiça sob a acusação de intolerância religiosa. A ameaça foi registrada, documentada e depois cumprida.
Conforme informações e fontes ouvidas pela reportagem, existe ainda uma relação de amizade entre Guilherme Velho e pessoas ligadas à produção do Fantástico, entre elas integrantes da equipe que produziu a reportagem sobre Maira. Não se acusa ninguém de irregularidade. Mas é um fato que, somado à ameaça registrada em 2024 e à omissão do processo judicial, põe em xeque a independência das investigações ditas sobre Maira.
Conversar com fontes faz parte do jornalismo. A questão é outra: a emissora sabia que sua fonte já figurava em depoimentos judiciais como articulador de uma campanha para afastar Maira dos eventos espíritas? Sabia que essa mesma fonte havia sido apontada, em ocorrência policial, como quem prometia usar o programa contra a médium? Informou ao público que parte das acusações poderia ser desdobramento de um conflito iniciado anos antes?
Quando a mesma narrativa circula em grupos religiosos, canais de vídeo, portais e televisão aberta, cria-se a aparência de muitas fontes independentes. Muitas vezes, é uma só história repetida.
O que a defesa apresentou e ninguém mostrou
Maira Rocha não se calou. Apresentou um parecer grafotécnico particular que contesta os documentos divulgados como prova de fraude. Apresentou um áudio de 2020 em que se diz disposta a fazer uma demonstração pública de psicografia e a procurar o NUPES, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para entender o teste que lhe propunham.
E, no episódio mais explorado, o da suposta doação induzida de R$ 300 mil, a própria família apontada como vítima gravou um vídeo negando qualquer pedido ou pressão. A iniciativa, disseram, foi da mãe. Maira apenas agradeceu.
A acusação ganhou manchetes nacionais. O desmentido da família não recebeu a mesma visibilidade. Um parecer técnico contra os documentos foi ignorado. Isso não é apuração, é escolha editorial.
Uma velha lógica com instrumentos novos
O Brasil já criminalizou o espiritismo. O Código Penal de 1890 punia com prisão quem “praticasse o espiritismo” para “subjugar a credulidade pública”. Médiuns foram presos dentro de centros; livros de Kardec foram apreendidos como prova.
Ninguém está sendo preso hoje. Mas a lógica é reconhecível: alguém se apresenta como autoridade para separar a mediunidade “verdadeira” da “falsa”, a prática religiosa é associada a fraude, e a pessoa é empurrada para fora dos espaços religiosos e para o banco dos réus, enquanto seus seguidores viram “milicianos”.
Vale lembrar que intolerância religiosa não é apenas uma questão moral: é crime. A Lei 7.716/1989 pune com um a três anos de reclusão quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por motivo de religião, pena que sobe para dois a cinco anos quando o ato é cometido por meios de comunicação ou redes sociais. Desde 2023, a injúria por motivo religioso também é tratada como crime de racismo, e a Constituição declara o racismo inafiançável e imprescritível. É nesse terreno que o Ministério Público situou a conduta atribuída a Guilherme Velho.
A liberdade religiosa não é salvo-conduto para crime. Havendo prova concreta, que se investigue e se responsabilize individualmente. Mas a liberdade de imprensa também não autoriza condenar antes do julgamento nem transformar uma comunidade de fé em suspeita coletiva.
Os veículos que têm ouvido os dois lados mostram que é possível fazer diferente. O que a sociedade precisa ver é o caso inteiro: as acusações, sim, mas também o processo, o parecer do Ministério Público, o laudo, o áudio, o vídeo da família e a origem da campanha. Só então cada leitor poderá decidir quem, nessa história, realmente persegue quem.
O espaço permanece aberto para manifestação do portal Metrópoles, da TV Globo, da equipe do Fantástico, de Guilherme Velho, de Paulo Maia, da FEDEF, da FEB e dos demais citados.
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]]>O post Grupo Ouro Preto prepara entrada no setor hoteleiro e negocia empreendimento no litoral do Nordeste apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>O Grupo Ouro Preto está próximo de dar mais um passo importante em seu processo de expansão. Já presente em diferentes segmentos, o grupo prepara sua entrada no ramo hoteleiro e estaria nos últimos detalhes para concluir a aquisição de um empreendimento de grande porte no litoral do Nordeste.
As informações sobre a negociação ainda são mantidas sob reserva. O nome do empreendimento e a localização não foram divulgados, mas, segundo informações obtidas pela nossa equipe, o empresário Robson Ouro Preto, CEO do Grupo Ouro Preto, conduz pessoalmente as tratativas e a negociação estaria em estágio avançado.
A possível chegada à hotelaria representa mais uma frente de atuação do grupo, que já desenvolve atividades nos setores de comunicação, eventos e esportes. A estratégia sinaliza uma diversificação dos negócios e uma aproximação ainda maior com os segmentos de turismo, entretenimento e serviços.
Experiência internacional na gastronomia
O setor de hospitalidade também não é totalmente novo para Robson Ouro Preto. O empresário já teve experiência no ramo gastronômico em Portugal, onde esteve à frente do conhecido Restaurante Mercado do Peixe, na Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores.
Essa trajetória pode contribuir para o novo projeto, principalmente pela relação direta entre gastronomia, turismo e hotelaria.
Nos bastidores, a expectativa agora fica para o anúncio oficial. Caso a negociação seja concluída, o Grupo Ouro Preto passará a acrescentar a hotelaria ao seu portfólio, marcando uma nova fase de expansão.
Comunicação, eventos, esportes e, em breve, hotelaria: o Grupo Ouro Preto amplia horizontes e prepara mais um capítulo de sua trajetória empresarial.
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]]>O post ELEIÇÕES 2026 COLOCAM PREVISIBILIDADE NO CENTRO DAS DECISÕES DE QUEM MOVE A ECONOMIA NO BRASIL apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>A proximidade das eleições gerais de outubro já começa a influenciar o ambiente de negócios brasileiro. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e mais de 150 milhões de brasileiros aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indústria, varejo, serviços e demais setores produtivos entram na reta final do ano monitorando não apenas o comportamento do consumidor, mas também as propostas dos candidatos para economia, tributação, gastos públicos, crédito, emprego e ambiente regulatório. O movimento ocorre em um momento de desaceleração da atividade econômica. Dados oficiais mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 2%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento ficou em 1,9%. No mesmo período, a indústria avançou 0,1% na margem e os serviços, 0,2%, evidenciando uma economia que continua crescendo, mas em ritmo mais moderado. No varejo, o cenário também é de cautela, embora existam sinais positivos. Em junho, o volume de vendas do varejo restrito avançou 0,5% na comparação mensal e 2,9% frente a junho de 2025. Já o varejo ampliado apresentou queda de 1% na margem, mostrando que segmentos mais dependentes de crédito e bens de maior valor continuam enfrentando um ambiente mais desafiador. O setor de serviços, por sua vez, permaneceu estável em junho, mas registrou crescimento de 2% na comparação anual e alta de 2,6% no acumulado de 12 meses. O desempenho demonstra resiliência, mas também revela um mercado mais seletivo e atento ao comportamento da renda e do consumo.
Para o empresário, a eleição chega, portanto, em um momento no qual decisões de investimento, contratação, formação de estoques, expansão e concessão de crédito precisam ser tomadas em meio a um ambiente de juros ainda elevados. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 8 de setembro aponta expectativa de inflação de 5% para 2026, crescimento de 1,93% para o PIB e Selic de 13,75% ao final do ano. A taxa básica atualmente está em 14%. Nesse contexto, a palavra que ganha força entre os agentes econômicos é previsibilidade. Mais do que antecipar quem vencerá a eleição, empresas precisam compreender quais serão as diretrizes econômicas do próximo governo e como elas poderão impactar custos, impostos, crédito, investimentos e consumo.
“O empresário não precisa necessariamente saber quem vai ganhar a eleição hoje. Ele precisa saber qual será o ambiente para empreender amanhã. Investimento, contratação e expansão dependem de confiança e previsibilidade. Quando existe clareza sobre regras, política econômica e segurança jurídica, o empresário consegue planejar; quando existe incerteza, ele naturalmente fica mais conservador”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.
A percepção de cautela já aparece entre os empresários do comércio. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 101,3 pontos em agosto, o menor nível do ano, refletindo avaliações mais negativas sobre as condições atuais e menor disposição para investimentos. Na indústria, o processo eleitoral também chega acompanhado de uma agenda econômica robusta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou em junho o documento “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”, reunindo propostas relacionadas a crescimento sustentável, competitividade, inovação e desenvolvimento econômico. O encontro contou com mais de mil representantes do setor produtivo.
Para Ricardo Nunes, o período eleitoral também pode representar uma oportunidade para o setor produtivo discutir o futuro do país de maneira mais estratégica.
“O Brasil tem um mercado consumidor enorme, empresas capazes de competir e empreendedores dispostos a investir. O que precisamos é transformar o período eleitoral em uma discussão sobre desenvolvimento. O próximo ciclo precisa olhar para produtividade, competitividade, geração de empregos, crédito, infraestrutura e, principalmente, para um ambiente em que quem produz tenha segurança para continuar investindo”, destaca.
Outro ponto de atenção é o comportamento do consumidor. Com inflação projetada em 5% para o ano e juros ainda elevados, famílias e empresas tendem a permanecer mais criteriosas nas decisões de compra e financiamento. Para o varejo, isso aumenta a importância de preço, crédito, experiência, eficiência operacional e capacidade de adaptação. Ao mesmo tempo, o período eleitoral tradicionalmente movimenta determinados segmentos da economia por meio de gastos de campanha, comunicação, eventos, tecnologia, transporte, alimentação, publicidade e serviços especializados. O efeito, entretanto, não é uniforme entre os setores e dependerá da intensidade da atividade econômica e das decisões de política fiscal e monetária ao longo do segundo semestre.
O mercado financeiro também já reage às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral. Nesta terça-feira, 8 de setembro, o dólar abriu em torno de R$ 5,10, enquanto investidores acompanhavam simultaneamente pesquisas eleitorais, petróleo e indicadores econômicos. O Ibovespa também vinha acumulando valorização relevante desde meados de agosto, mostrando que o mercado continua precificando diferentes cenários para a economia brasileira.
Para o fundador do Grupo R1, entretanto, o principal desafio das empresas não está apenas em atravessar o período eleitoral, mas em estar preparadas para o cenário que surgirá depois dele.
“A eleição termina em outubro, mas as decisões empresariais precisam olhar para os próximos cinco ou dez anos. Empresas que esperarem o resultado para começar a pensar no futuro provavelmente chegarão atrasadas. O momento exige planejamento, gestão de caixa, eficiência e capacidade de enxergar diferentes cenários. É preciso estar preparado tanto para um ambiente de aceleração quanto para um cenário mais desafiador”, conclui Ricardo Nunes.
A expectativa é que, nas próximas semanas, o comportamento das pesquisas, os debates, os programas econômicos dos candidatos e as sinalizações sobre política fiscal e monetária ganhem ainda mais peso nas decisões de empresários e investidores. Para indústria, comércio e serviços, a eleição de 2026 representa, portanto, não apenas uma disputa política, mas um importante divisor de águas para as expectativas de negócios, investimentos e consumo no Brasil.
FONTES
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Calendário e informações oficiais das Eleições Gerais 2026.
Banco Central do Brasil — Boletim Focus, 8 de setembro de 2026 — Projeções para IPCA, PIB, câmbio e Selic.
IBGE / Ministério da Fazenda — PIB 2º trimestre de 2026 — Dados de atividade econômica, indústria, serviços e consumo.
IBGE / Ministério da Fazenda — Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), junho de 2026 — Dados sobre desempenho do varejo.
IBGE / Ministério da Fazenda — Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), junho de 2026 — Dados sobre desempenho do setor de serviços.
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) — Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), agosto de 2026.
Confederação Nacional da Indústria (CNI) — “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”.
Sobre Ricardo Nunes
Ricardo Nunes é um dos empresários mais reconhecidos do Brasil e uma voz de referência em empreendedorismo, varejo e estratégia econômica. Fundador de uma das marcas mais emblemáticas do varejo nacional e empreendedor serial com décadas de experiência prática, Nunes é amplamente respeitado por sua visão pragmática, resiliência empresarial e profundo conhecimento do ambiente de negócios brasileiro. Presença constante em debates sobre economia, liderança, recursos humanos e transformação de mercado, Ricardo Nunes se consolida como um líder de opinião que conecta execução empresarial real com pensamento estratégico de longo prazo, defendendo crescimento ético, estabilidade institucional e o fortalecimento sustentável do empresariado no Brasil.
Sobre o Grupo R1
Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento e à profissionalização do empresariado brasileiro. Com metodologia de vivência na prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, encontros seletos e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.
Saiba mais
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O post ELEIÇÕES 2026 COLOCAM PREVISIBILIDADE NO CENTRO DAS DECISÕES DE QUEM MOVE A ECONOMIA NO BRASIL apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>O post O verdadeiro legado começa antes do testamento, afirma Edson José Bandeira Braga Filho apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>Quando se fala em legado, é comum pensar em patrimônio, empresas, imóveis e recursos que serão transmitidos às próximas gerações. Para Edson José Bandeira Braga Filho, conhecido como Edson Braga, porém, parte importante dessa herança começa muito antes de qualquer inventário ou testamento.
Ela está na presença.
Na escuta.
No tempo dedicado à família.
E, principalmente, na forma como os filhos se sentem ao lado dos pais.
Segundo Edson Braga, oferecer educação, conforto e segurança financeira tem valor e pode ampliar oportunidades.
Mas essas conquistas não substituem vínculo.
Os filhos podem esquecer detalhes de presentes, viagens ou bens materiais, mas tendem a carregar por muito mais tempo a memória de terem sido ouvidos, acolhidos e percebidos.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, essa dimensão emocional também deve fazer parte da ideia de legado.
A reflexão ganha força entre empreendedores.
Muitos empresários enfrentam longas jornadas de trabalho para oferecer melhores condições aos filhos. Assumem riscos, sacrificam tempo e dedicam anos à construção de patrimônio.
Edson Braga reconhece a responsabilidade presente nesse esforço, mas chama atenção para um paradoxo: trabalhar tanto pelo futuro da família pode signific participar pouco do presente dela.
A infância passa e determinados momentos não podem ser recuperados da mesma maneira depois.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, presença não deve ser confundida com permanência física constante.
O que importa é a qualidade do tempo compartilhado.
Uma conversa sem telefone, uma escuta verdadeira ou um momento de atenção integral podem ter mais significado do que muitas horas de convivência marcadas por distração.
É possível estar em casa e continuar mentalmente dentro da empresa.
Edson Braga destaca que oferecer condições materiais e construir vínculo emocional não são tarefas concorrentes.
Pagar uma boa escola não substitui perguntar como foi o dia.
Oferecer uma viagem não substitui conhecer os sonhos dos filhos.
Garantir conforto não substitui segurança emocional.
Para ele, o desafio está em construir as duas coisas.
Mensagens, números e problemas profissionais podem acompanhar o empreendedor mesmo depois do expediente.
Quando isso se torna permanente, a família passa a dividir atenção com uma empresa que parece nunca desligar.
Para Edson José Bandeira Braga Filho, estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal também é uma forma de proteger relações.
Nem todas as memórias importantes surgem de grandes acontecimentos.
Muitas são formadas em momentos simples.
Um jantar sem pressa.
Uma conversa.
Uma ligação atendida com interesse.
Um abraço.
Para Edson Braga, é justamente nessas experiências cotidianas que parte do legado emocional começa a ser construída.
A reflexão também não busca condenar pais e mães que trabalharam intensamente.
Segundo Edson José Bandeira Braga Filho, reconhecer que determinadas escolhas poderiam ter sido diferentes não significa negar toda a trajetória.
Pode significar amadurecimento.
A culpa, sozinha, não reconstrói relações. A consciência, porém, pode modificar a forma como alguém escolhe estar presente daqui para frente.
Quando existe distância familiar, Edson Braga considera importante criar espaço para escutar como os filhos viveram determinadas fases.
Isso exige evitar respostas imediatas de defesa.
A intenção de um pai pode ter sido oferecer o melhor possível, enquanto a experiência do filho pode ter sido de ausência.
As duas percepções podem coexistir.
Edson José Bandeira Braga Filho relaciona a mesma reflexão ao ambiente empresarial.
Um líder pode comparecer a todas as reuniões e ainda oferecer pouca atenção verdadeira.
Pode enxergar pessoas apenas como funções ou indicadores.
Para Edson Braga, liderança também exige capacidade de ouvir, perceber e construir relações de confiança.
Empresas podem atravessar gerações.
Patrimônios podem carregar sobrenomes.
Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, o verdadeiro legado também deve ser observado naquilo que permanece emocionalmente dentro das pessoas que participaram da trajetória.
No caso dos filhos, isso significa perguntar não apenas o que receberam, mas como viveram aquela relação.
No centro da reflexão de Edson José Bandeira Braga Filho está a ideia de que a herança mais importante não precisa esperar o futuro.
Ela pode ser construída agora.
Na presença.
Na escuta.
No afeto.
No interesse verdadeiro.
Para Edson Braga, patrimônio pode proporcionar segurança e oportunidades, mas não substitui o vínculo criado durante a convivência.
Por isso, talvez uma das perguntas mais importantes para quem trabalha para construir um futuro melhor para a família seja:
“Que memória da minha presença estou deixando enquanto ainda estamos todos aqui?”
Porque o legado não começa quando os bens são distribuídos.
Ele começa na forma como escolhemos viver ao lado de quem um dia irá se lembrar de nós.
O post O verdadeiro legado começa antes do testamento, afirma Edson José Bandeira Braga Filho apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>O post Prisão de ex-secretário de Geraldo Julio acende alerta entre investigados da Operação Barriga de Aluguel apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>Informações do Blog do Manoel Medeiros
A decretação da prisão preventiva do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Recife, João Guilherme de Godoy Ferraz, ontem, revelada em primeira mão pelo blog do jornalista Ricardo Antunes, acendeu o alerta de pânico entre os dezenas de investigados na Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), trancada há sete meses por decisão monocrática de Gilmar Mendes. João Guilherme seria o principal operador do grupo do ex-prefeito Geraldo Julio que, apesar de muito discreto nos últimos anos, mantém relação de muita proximidade com o ex-prefeito João Campos (PSB), a quem chama de “amigo-irmão”.
Até ontem, no final da noite, a informação era de que João Guilherme não havia sido preso e que o vazamento do mandado poderia ter prejudicado a operação, que envolvia também buscas e apreensões. Uma das suspeitas é que ele tenha destruído provas no âmbito de investigações autorizadas pelo juiz federal da 13ª Vara do Recife, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho. Há chance dele obter um habeas corpus nas próximas horas.
De acordo com fontes do Blog do Manoel Medeiros, e de documentos públicos, João Guilherme deixou o cargo na Prefeitura no final da gestão Geraldo Julio, de quem era braço direito, mas manteve e até mesmo ampliou sua participação nos bastidores da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).
A partir de sua articulação, a Prefeitura teria pago mais de R$ 200 milhões de reais – a maior parte sem licitação – a três empreiteiras ligadas ao mesmo empresário recifense, Carlos Augusto Góes Muniz. João Guilherme e Carlos Augusto têm relação de amizade muito próxima, quase familiar, pela própria ligação das suas famílias. Há registros em posse de órgãos de controle de diversas confraternizações dos dois em mansões no Litoral Sul do estado. A principal empresa de Goes, a Alca Engenharia, passou a faturar de forma mais significativa na primeira gestão de Geraldo Julio na Prefeitura (2013).
Outro ponto levado em consideração é que João Guilherme indicou seu primo, Osvaldo Hazin de Godoy, como ordenador de despesas da Secretaria de Saúde do Recife na gestão João Campos, especificamente na área de infraestrutura, por onde passavam os boletins de medição das empreiteiras. No caso da Saúde, as investigações também foram remetidas aos órgãos federais, já que envolvem recursos SUS. Há procedimentos no TCU, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

O primo de João Guilherme foi mantido por João Campos na gestão municipal, tendo sido promovido pelo ex-prefeito a secretário-executivo de Inovação Urbana, onde está nomeado até hoje.
A decretação da prisão de João Guilherme de Godoy Ferraz, advogado, 50 anos, pode representar um avanço significativo na revelação de corrupção sistêmica nas gestões do Partido Socialista Brasileiro na Prefeitura do Recife e no governo de Pernambuco. Ele foi investigado em outras operações, a exemplo de atuações da Polícia Federal em torno da compra de respiradores de porcos na pandemia, além de ter sido alvo recentemente da Operação Check-list, que trata de pagamentos de propinas pela contratação de empresas de terceirização.
Um outro primo de João Guilherme, Luciano Cyreno Ferraz, seria outra ponta solta: ele foi alvo da Operação Articulata, com foco na relação entre o também homem forte das gestões do PSB Renato Xavier Thiebaut e o empresário do setor gráfico Sebastião Figueiroa. O primo de João Guilherme participaria do esquema, segundo o Ministério Público Federal, a partir de uma empresa de terraplanagem (Meta). A Operação Articulata tratou de contratos assinados na gestão estadual do ex-governador Paulo Câmara.
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]]>O post Agosto Lilás: há dores que ninguém vê, mas toda violência precisa ser reconhecida apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>Coluna de Marcia Bortolanza
Escritora e Psicóloga
Agosto termina. O lilás deixa as campanhas, as fachadas e as publicações. Mas, para muitas mulheres, a violência não termina quando o calendário muda.
Ela continua dentro de casa, nas relações e, muitas vezes, escondida atrás de uma aparência de normalidade.
Quando pensamos em violência contra a mulher, ainda é comum imaginarmos hematomas, agressões físicas e marcas visíveis. Mas algumas das feridas mais profundas não aparecem no corpo.
Há mulheres que nunca receberam um tapa, mas são feridas todos os dias.
Por palavras que diminuem. Pelo controle disfarçado de cuidado. Pelo ciúme chamado de amor. Pela fiscalização do celular, das roupas, das amizades, do dinheiro. Pela ameaça, pela humilhação e pela frase repetida tantas vezes que, em algum momento, ela começa a acreditar: “Você não consegue sem mim”.
É assim que muitas formas de violência vão se instalando, devagar e silenciosamente.
Primeiro, ela deixa de encontrar uma amiga para evitar uma discussão. Depois, muda uma roupa. Para de dizer o que pensa. Evita determinados lugares. Aprende a medir palavras. Começa a pedir desculpas por coisas que não fez. Até que, sem perceber, passa a ocupar cada vez menos espaço dentro da própria vida.
Como psicóloga, considero fundamental falarmos sobre essas marcas invisíveis. A violência psicológica atinge justamente um dos lugares mais importantes do ser humano: a percepção de si mesmo.
Quando alguém é constantemente desqualificado, pode começar a duvidar da própria capacidade, das próprias escolhas e até daquilo que sente. E é justamente aí que precisamos substituir julgamento por acolhimento.
Ainda ouvimos: “Mas por que ela não vai embora?”.
Talvez essa seja a pergunta errada.
Quem observa de fora nem sempre conhece o medo que existe por dentro. Há dependência financeira ou emocional, filhos, ameaças, vergonha, isolamento e uma autoestima que pode ter sido destruída ao longo de anos.
Por isso, talvez devêssemos perguntar: “Como podemos ajudá-la a perceber que existe uma saída?”.
Precisamos falar sobre violência antes que ela se transforme em agressão física. Precisamos ensinar nossas meninas a reconhecer seu valor e nossos meninos a compreender que amar alguém nunca significará possuir alguém.
Amor não controla.
Amor não humilha.
Amor não ameaça.
Amor não provoca medo.
Uma relação saudável não exige que uma mulher abandone quem é para conseguir permanecer nela.
E essa reflexão não pertence somente às mulheres. Pertence aos homens, às famílias, às escolas, às empresas, às instituições e a todos nós. Combater a violência também significa não naturalizar comportamentos abusivos, não silenciar diante de uma situação evidente e saber acolher quem encontra coragem para pedir ajuda.
O Agosto Lilás termina, mas nossa responsabilidade não pode terminar com ele.
Que o lilás não seja apenas a cor de agosto. Que seja um lembrete permanente de respeito, dignidade e liberdade.
Porque talvez existam, muito perto de nós, mulheres sorrindo enquanto tentam esconder dores que ninguém vê.
Que saibamos enxergá-las.
Que saibamos ouvi-las.
E, principalmente, que nenhuma mulher precise esperar que a violência deixe marcas em seu corpo para entender que aquilo que machuca sua dignidade também precisa parar.
Nenhuma mulher nasceu para viver com medo. E nenhuma forma de amor deveria exigir silêncio para sobreviver.
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]]>O post Mayana Neiva estreia na direção com documentário sobre o avô premiado em festival internacional apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>A atriz paraibana Mayana Neiva estreia na direção cinematográfica com Onde Eu Começo?, documentário autobiográfico inspirado na história de seu avô, um homem humilde do sertão da Paraíba cujo legado despertou na artista uma reflexão sobre afetos, família, ancestralidade e o que realmente tem valor na vida. Realizado de maneira independente e quase artesanal, o filme teve sua estreia mundial no Beverly Hills Film Festival, em Los Angeles, onde conquistou o prêmio de Melhor Documentário pelo Júri Popular, entre quase 7 mil produções inscritas de 70 países. “É o primeiro filme, a primeira estreia mundial dessa história e esse prêmio coroa o começo dessa jornada de uma maneira indescritível e inesquecível para mim”, celebra Mayana.
Depois da passagem internacional, Onde Eu Começo? inicia uma circulação por festivais e espaços culturais brasileiros. O documentário terá três sessões no Kinoforum, em São Paulo, nos dias 20, 23 e 27 de agosto, e segue para a Paraíba, onde será exibido no Festival de Inverno de Campina Grande (28/08), no Festival Cinema com Farinha, em Patos (29/08), e no Cine Açude Grande, em Cajazeiras, entre 4 e 6 de setembro. A chegada ao estado onde a história do filme nasceu ganha um significado especial para Mayana, que transforma a trajetória do avô em uma investigação sobre suas próprias raízes e sobre o legado que atravessa gerações.

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]]>O post ANEC Paraná promove Fórum Estadual de Gestores com foco em esperança e inovação na educação apareceu primeiro em Diario Cearense.
]]>O Conselho da ANEC Paraná realiza, no dia 12 de setembro, o Fórum Estadual de Gestores, encontro voltado aos dirigentes de instituições de ensino com o tema “Desenhar mapas de esperança na Educação”. O evento acontecerá das 8h às 12h, no Centro Marista Champagnat, em Curitiba, e pretende reunir gestores para uma manhã de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os desafios e as perspectivas do setor educacional.
A iniciativa busca fortalecer a atuação das lideranças educacionais diante das transformações vividas pela educação, incentivando a construção coletiva de estratégias que promovam inovação, esperança e compromisso com a formação humana.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo sistema oficial da ANEC. A organização orienta os participantes a conferirem atentamente os dados de CPF e CNPJ no momento do cadastro. Alterações cadastrais devem ser solicitadas posteriormente pelo e-mail [email protected].
O Fórum será realizado presencialmente no Centro Marista Champagnat, localizado na Avenida Senador Salgado Filho, 1703, Guabirotuba, em Curitiba. Informações sobre inscrições podem ser obtidas com a equipe da ANEC pelos canais oficiais de atendimento.
Fórum Estadual de Gestores – ANEC Paraná
Tema: Desenhar mapas de esperança na Educação
Data: 12 de setembro de 2026
Horário: 8h às 12h
Local: Centro Marista Champagnat – Av. Senador Salgado Filho, 1703, Guabirotuba, Curitiba (PR)
Formato: Presencial
Inscrições: Plataforma oficial da ANEC
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]]>O Distrito Federal já liderou o país nos anos iniciais do ensino fundamental. Anos depois, enquanto o mapa da educação brasileira se transforma, chega ao Brasil uma universidade para todas as idades que também funciona como rede social do conhecimento e inaugura hoje uma pós-graduação revolucionária e polêmica: Ufologia e Expansão do Conhecimento
O Distrito Federal já liderou o país nos anos iniciais do ensino fundamental. Anos depois, enquanto o mapa da educação brasileira se transforma, chega ao Brasil uma universidade para todas as idades que também funciona como rede social do conhecimento e inaugura hoje uma pós-graduação revolucionária e polêmica: Ufologia e Expansão do Conhecimento
O contexto educacional do Brasil clama por revolução. Os números comprovam esse chamado. Um grupo reúne milhares de pessoas em dois meses de inauguração. A proposta? Começar a mudança por um personagem que costuma receber cobranças, mas nem sempre a mesma atenção: o professor.

O mundo mudou, e os números da educação brasileira levantam a seguinte pergunta: a maneira de ensinar mudou na mesma velocidade?
Em 2009, o Distrito Federal alcançou 5,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental, dividindo a liderança com Minas Gerais, considerando o conjunto das redes públicas e privadas. A média brasileira era 4,6. Brasília estava no topo.
Dezesseis anos depois, a história que os números do IDEB contam é que o mapa educacional brasileiro já não é o mesmo. O Distrito Federal, que já ocupou posições de destaque no Ideb, chegou em 2025 à última colocação nacional no ensino médio público.
Redes que estavam muito atrás avançaram, estados reformularam suas estratégias e antigas posições deixaram de ser garantidas. Do lado de fora da sala de aula, quase tudo mudou: do telefone, que virou um computador que cabe no bolso, até a biblioteca, que passou a caber dentro do próprio telefone. A inteligência artificial começou a responder, em segundos, a perguntas que antes exigiam horas de pesquisa. Os vídeos ficaram mais curtos e as telas se multiplicaram. Algumas profissões desapareceram, outras nasceram.
Nas salas de aula faltam investimento, estrutura, valorização, formação e tecnologia. Falta atenção aos alunos, mas, principalmente, aos professores. Antes de perguntar por que o aluno não está aprendendo, estamos preparando e valorizando o suficiente quem precisa aprender?

Dr. Herbert Félix, mestre em Educação, atua na formação docente, nas metodologias de ensino e nas técnicas voltadas à transmissão e à compreensão do conhecimento. É quase uma profissão dentro de outra profissão. O professor dos professores. Sua premissa é simples: dominar um assunto e saber ensiná-lo são competências relacionadas, mas não idênticas.
“Durante muito tempo, concentramos a discussão educacional no que o aluno precisa aprender. Mas há uma pergunta anterior: quem prepara continuamente quem precisa ensinar? O professor precisa dominar o conteúdo, evidentemente, mas também compreender a atenção, a comunicação, a metodologia, as diferenças de aprendizagem e as novas ferramentas disponíveis. Ensinar também é uma competência que precisa ser aperfeiçoada continuamente. E, ainda, no mundo tecnológico, o conhecimento precisa ser transformado em experiência digital.”
O professor Félix é um dos docentes responsáveis pela Unidakila, uma plataforma que promete revolucionar o ensino. A grande inovação é ser uma rede social do conhecimento, voltada a todas as idades, com dupla certificação, nacional e internacional. A tecnologia aproxima o aluno e o professor, capacita e inova o ensino, transformando-o em uma experiência. Comunidades de pessoas de todas as idades, com milhares de participantes que buscam aprender cada vez mais em múltiplas disciplinas.
A escola ganhou concorrentes, e o que se pode dizer é que a era em que o professor tinha uma espécie de monopólio sobre o conhecimento organizado ficou no passado. Há TikTok, Instagram, YouTube, streaming, jogos, notificações. Do outro lado da carteira estão algumas das empresas de tecnologia mais sofisticadas do planeta, investindo bilhões para responder a uma pergunta muito específica: como manter a atenção dessa pessoa? A educação disputa exatamente essa mesma atenção.
Dr. Pedro Braga, avaliador BaSis para ensino superior, Doutor em educação e especialista em políticas públicas para o ensino superior comenta sobre o tema: “Se bilhões de pessoas já aprenderam a viver, conversar, descobrir assuntos e construir comunidades nas redes sociais, por que o conhecimento deveria permanecer fora dessa lógica? E ainda, por que os professores, propagadores do conhecimento, deveriam estar fora dessa lógica?”
O Doutor também é coordenador da Pós-graduação em ufologia e expansão da consciência da Unidakila juntamente a Faculdade CTA, Harold Gillies University, e Instituto Universos. Braga é também Docente de outros cursos na plataforma, inclusive cursos livres.
Na TALIS 2024, pesquisa internacional coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 90% dos professores brasileiros participantes relataram que as atividades de desenvolvimento profissional às quais participaram tiveram impacto positivo em suas práticas docentes.
Entre os docentes brasileiros ouvidos, 48% apontaram a necessidade de formação para ensinar estudantes com necessidades educacionais especiais; 39% mencionaram a necessidade de desenvolver habilidades para utilizar inteligência artificial no ensino e na aprendizagem; e 37% indicaram a necessidade de preparação para ambientes multiculturais ou multilíngues.
Quando perguntados sobre obstáculos ao próprio desenvolvimento profissional, 57% mencionaram falta de apoio do empregador, 52% apontaram conflito com o horário de trabalho e 52% disseram que a formação profissional era cara demais.
Neste contexto, profissionalizar professores e aprimorar o ensino vêm se tornando uma necessidade. À frente do projeto está Urandir Fernandes de Oliveira, presidente do Instituto Dakila de Pesquisas, que vem conduzindo a expansão da iniciativa com uma proposta que busca aproximar educação, pesquisa, tecnologia e novas formas de compartilhar conhecimento.
Para Oliveira, a transformação não pode se limitar a digitalizar o que já existe. “Não adianta colocar uma aula antiga em uma plataforma nova e chamar isso de inovação. Se a sociedade mudou, precisamos também repensar a experiência de aprender. A proposta da Unidakila é criar um ambiente em que o conhecimento faça parte da vida da pessoa, em que ela encontre professores, outros estudantes, pesquisadores, comunidades e diferentes áreas de interesse, e continue aprendendo independentemente da idade.”
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