Redacao, Autor em Diario Cearense https://diariocearense.com/author/redacao/ Fri, 02 Oct 2026 09:35:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://diariocearense.com/wp-content/uploads/2024/03/DIARIO-CEARENSE-1-150x150.png Redacao, Autor em Diario Cearense https://diariocearense.com/author/redacao/ 32 32 Rumo a Paris, delegação brasileira busca referências para o futuro da educação superior https://diariocearense.com/rumo-a-paris-delegacao-brasileira-busca-referencias-para-o-futuro-da-educacao-superior/35/05/ Fri, 02 Oct 2026 09:35:05 +0000 https://diariocearense.com/rumo-a-paris-delegacao-brasileira-busca-referencias-para-o-futuro-da-educacao-superior/35/05/ Janguiê Diniz destaca diferenças entre Brasil e França nos indicadores educacionais e aposta em intercâmbio, internacionalização e parcerias acadêmicas Coluna Janguiê Diniz No próximo dia 9 de outubro, embarco, juntamente com outras 40 lideranças da educação superior privada brasileira, com destino à capital francesa: Paris. Embora a Cidade Luz seja, por si só, um convite […]

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Janguiê Diniz destaca diferenças entre Brasil e França nos indicadores educacionais e aposta em intercâmbio, internacionalização e parcerias acadêmicas

Coluna Janguiê Diniz

No próximo dia 9 de outubro, embarco, juntamente com outras 40 lideranças da educação superior privada brasileira, com destino à capital francesa: Paris. Embora a Cidade Luz seja, por si só, um convite à visita, as razões para atravessar o Atlântico vão além dos charmosos cafés, das atrações mundialmente famosas e da pulsante vida cultural. O que mobiliza a comitiva é a oportunidade de participar de uma imersão voltada ao intercâmbio de conhecimentos e cooperação com instituições de ensino superior de um país que se destaca na oferta desse nível educacional.

Até o dia 18, a 8ª Delegação ABMES Internacional – France Experience vivenciará oportunidades únicas e conhecerá iniciativas de um país onde a formação superior alcança uma parcela da população muito maior que no Brasil. O relatório Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dimensiona essa distância: enquanto a França supera a média verificada pela entidade, o Brasil ocupa uma das últimas posições entre os países analisados.

Entre os franceses de 25 a 64 anos, 45% têm educação superior completa (a média da OCDE é 43%). No Brasil, são 22%. Os dados se referem a 2025 para a França e a 2024 para o Brasil, conforme a disponibilidade registrada no relatório. Mesmo com essa diferença temporal, o contraste é expressivo: proporcionalmente, a formação superior alcança aproximadamente o dobro de adultos no país europeu. Mais do que posições em uma tabela, esses números traduzem diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento e à qualificação.

A composição dessa formação também merece atenção. Na França, 17% dos adultos de 25 a 64 anos têm o mestrado como nível mais elevado de escolaridade; no Brasil, apenas 1%. A diferença convida a discutir como ampliar percursos acadêmicos que aproximem graduação, pós-graduação e pesquisa. Para as instituições brasileiras, conhecer outras formas de organizar essa continuidade pode ajudar a identificar caminhos para formar mais pesquisadores e ampliar a participação da educação superior na produção de conhecimento.

Essa leitura, porém, precisa considerar que os indicadores não resumem a capacidade de cada instituição nem explicam, isoladamente, as razões dos resultados. Aprender com a França exige compreender as condições em que suas experiências funcionam e avaliar o que pode ser adaptado à realidade brasileira. A imersão ganha relevância justamente por permitir que a comparação estatística se transforme em conhecimento e cooperação, em uma troca benéfica para a educação superior de ambos os países.

Nesse sentido, o roteiro inclui visitas à Universidade Paris Cité, à SKEMA Business School, ao Institut Pasteur e ao Le Cordon Bleu, além da Universcience, na Cidade das Ciências e da Indústria, em La Villette. Também estamos em fase final de negociação para garantir a visita à segunda universidade mais antiga do mundo: Sorbonne. Esses encontros abrem espaço para que instituições brasileiras e francesas identifiquem interesses comuns e construam parcerias voltadas à mobilidade acadêmica e ao desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

As visitas às sedes da OCDE e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e à Embaixada do Brasil em Paris, onde também estarão presentes a Conférence des Grandes Écoles (CGE) e a Campus France, acrescentam uma dimensão institucional à missão. São oportunidades para ampliar a compreensão das políticas e dos mecanismos que orientam a educação superior e sua internacionalização.

A internacionalização, inclusive, é uma das agendas centrais da delegação. Em 2024, estudantes estrangeiros representavam aproximadamente 10% das matrículas da educação superior francesa. No Brasil, a proporção era de apenas 0,3%, segundo a OCDE. Embora as categorias tenham diferenças de definição, os números mostram quanto espaço existe para ampliar a presença brasileira nas trocas acadêmicas e tornar nossas instituições destinos mais procurados por estudantes de outros países.

Essa cooperação pode beneficiar os dois lados. Para o Brasil, significa ampliar o contato com outras práticas acadêmicas e redes de pesquisa. Para a França, aprofundar vínculos com instituições brasileiras pode diversificar parcerias, perspectivas e oportunidades de investigação. O intercâmbio de estudantes e professores e o desenvolvimento de projetos conjuntos devem ser tratados como possibilidades de construção compartilhada, com responsabilidades e benefícios para ambas as partes.

É com essa disposição que a France Experience pode contribuir para os próximos passos da educação superior brasileira. Reconhecer a distância entre os indicadores deve estimular ambição e compromisso com melhores resultados. A delegação leva à França lideranças capazes de aprender, compartilhar experiências e construir parcerias. Seu maior legado poderá estar nos vínculos que aproximem salas de aula, professores e pesquisadores dos dois países, ampliando oportunidades de formação e a capacidade de produzir conhecimento em conjunto. 

Paris, estamos a caminho!

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Em tempos de tantas telas, 760 mil pessoas escolhem os livros na Bienal de São Paulo https://diariocearense.com/em-tempos-de-tantas-telas-760-mil-pessoas-escolhem-os-livros-na-bienal-de-sao-paulo/13/04/ Tue, 29 Sep 2026 08:13:04 +0000 https://diariocearense.com/em-tempos-de-tantas-telas-760-mil-pessoas-escolhem-os-livros-na-bienal-de-sao-paulo/13/04/ Número de visitantes da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo reforça a permanência da leitura em meio à expansão das tecnologias e das novas formas de consumo de informação Coluna Marcia BortolanzaEscritora e Psicóloga “Enquanto houver alguém disposto a abrir um livro, haverá uma janela aberta para enxergar o mundo de outra maneira.” […]

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Número de visitantes da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo reforça a permanência da leitura em meio à expansão das tecnologias e das novas formas de consumo de informação

Coluna Marcia Bortolanza
Escritora e Psicóloga

“Enquanto houver alguém disposto a abrir um livro, haverá uma janela aberta para enxergar o mundo de outra maneira.” Marcia Bortolanza

Em uma época em que disputamos nossa atenção com telas, notificações, vídeos de poucos segundos e uma quantidade quase infinita de informações, um número merece nossa atenção: 760 mil pessoas passaram pela 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Foram dez dias de encontro com livros, autores, histórias e ideias. Mais do que um recorde de público, esse número nos convida a refletir sobre algo que talvez estejamos subestimando: o livro continua vivo. E muito vivo!

Para mim, esta Bienal teve também um significado muito especial. Estive novamente presente, agora com “Criança Solidária, Adulto Bem Sucedido” e que alcançou a marca de best-seller, e também com o lançamento da Trilogia da Solidariedade, ao lado da editora Literare Books.

Voltar à Bienal levando um livro que nasceu de uma convicção tão profunda,  a de que a solidariedade também pode ser ensinada desde a infância e vê-lo alcançar tantos leitores foi uma experiência que ultrapassou qualquer resultado editorial. Foi perceber que uma mensagem na qual acredito encontrou eco em outras pessoas.

A “Trilogia da Solidariedade” reúne três livros que nasceram em momentos diferentes, mas carregam o mesmo fio condutor: o poder transformador da solidariedade. Uma trajetória que começou com “E depois que o coração aperta?”, passou por “Menos espelhos e mais janelas” e chegou a “Criança Solidária, Adulto Bem Sucedido”. Três livros, um mesmo propósito: do coração para atitudes concretas.

A tecnologia transformou a maneira como nos comunicamos, trabalhamos e buscamos conhecimento. A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano e continuará modificando nossa relação com a informação. Mas há algo na experiência da leitura que nenhuma velocidade consegue substituir: o encontro silencioso entre aquilo que alguém escreveu e aquilo que o leitor sente ao ler.

Como psicóloga, vejo a leitura também como um exercício de humanidade. Quando acompanhamos uma história, entramos por alguns instantes na realidade do outro. Conhecemos dores que não são nossas, realidades diferentes e conflitos que talvez nunca tenhamos vivido. Exercitamos imaginação, concentração, empatia e reflexão.

E como escritora, estar novamente na Bienal reforçou em mim uma certeza: escrever é acreditar que uma ideia pode atravessar distâncias e chegar a alguém que talvez nunca encontremos pessoalmente. É colocar uma parte de nossas experiências, inquietações e aprendizados em palavras e permitir que elas sigam seu próprio caminho.

Talvez por isso seja tão bonito observar milhares de jovens, crianças, adultos e famílias caminhando entre livros. Em um mundo que tantas vezes nos convida à superficialidade e à pressa, escolher um livro também é escolher permanecer um pouco mais.

A Bienal terminou, as portas se fecharam e os estandes foram desmontados. Mas o mais importante começa justamente depois: quando cada livro comprado chega a uma casa, é aberto e encontra seu leitor.

Porque uma Bienal não termina quando o último visitante vai embora.

Ela continua em cada página virada, em cada criança que descobre o prazer de ler, em cada jovem que encontra uma história na qual se reconhece e em cada adulto que percebe que ainda pode mudar de ideia, ampliar seu olhar ou simplesmente se emocionar.

Talvez seja essa uma das maiores forças dos livros: eles não mudam apenas estantes, “Eles podem mudar pessoas”. Até a próxima!

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Operação Emboabas mira supermercado em Manaus em investigação sobre contrabando de ouro https://diariocearense.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/00/00/ Thu, 24 Sep 2026 08:47:31 +0000 https://diariocearense.com/operacao-emboabas-mira-supermercado-em-manaus-em-investigacao-sobre-contrabando-de-ouro/47/31/ Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto […]

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Ação da Polícia Federal e da Receita Federal apura esquema envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e envio de ouro para a Europa; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,7 bilhões em bens

O Supermercado Nova Era, em Manaus (AM), foi alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Emboabas, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. A ação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo mineração ilegal, lavagem de dinheiro e contrabando de ouro para a Europa.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após a prisão em flagrante de uma pessoa que transportava 35 quilos de ouro e que, conforme as apurações, pretendia entregar o material a dois norte-americanos, sócios de uma empresa sediada em Nova York.

A operação tem como objetivo desarticular uma organização suspeita de adquirir ouro extraído de terras indígenas e de leitos de rios com o uso de dragas. De acordo com as investigações, o grupo utilizaria documentos fraudulentos para declarar que o minério teria sido obtido a partir de permissões de lavra garimpeira regularmente constituídas.

As apurações também apontam que o principal investigado seria responsável pelo chamado “esquentamento” do ouro, utilizando um austríaco naturalizado brasileiro para dar aparência de legalidade ao minério. Segundo a PF, esse intermediário teria declarado possuir mais de R$ 20 bilhões em barras de ouro em um suposto país independente criado pelo próprio investigado.

No âmbito da operação, também foi determinada uma ordem de sequestro de bens que ultrapassa R$ 5,7 bilhões.

Os investigados poderão responder por crimes como usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, extração ilegal de ouro, contrabando, falsidade ideológica e receptação qualificada, além de outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

A presença da Polícia Federal no Supermercado Nova Era foi confirmada pela assessoria da empresa. Em nota, o estabelecimento informou que a ação ocorreu na área administrativa e teve como finalidade, segundo a empresa, coletar informações relacionadas a exportações.

O Nova Era afirmou que disponibilizou acesso às documentações solicitadas e que está colaborando com a investigação. A empresa também declarou ter interesse em esclarecer os fatos e demonstrar que atua dentro da legalidade.

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Mercado ilegal de canetas emagrecedoras aumenta riscos de produtos falsificados e sem procedência https://diariocearense.com/mercado-ilegal-de-canetas-emagrecedoras-aumenta-riscos-de-produtos-falsificados-e-sem-procedencia/22/24/ Wed, 23 Sep 2026 10:22:24 +0000 https://diariocearense.com/mercado-ilegal-de-canetas-emagrecedoras-aumenta-riscos-de-produtos-falsificados-e-sem-procedencia/22/24/ Fiscalizações da Anvisa identificaram mais de 1,3 milhão de medicamentos injetáveis irregulares apreendidos entre janeiro e abril de 2026; especialistas alertam para riscos à saúde A popularização das canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes, trouxe uma preocupação para médicos e autoridades sanitárias: a circulação de medicamentos falsificados e de procedência desconhecida. […]

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Fiscalizações da Anvisa identificaram mais de 1,3 milhão de medicamentos injetáveis irregulares apreendidos entre janeiro e abril de 2026; especialistas alertam para riscos à saúde

A popularização das canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes, trouxe uma preocupação para médicos e autoridades sanitárias: a circulação de medicamentos falsificados e de procedência desconhecida. Vendidos principalmente pela internet e por canais informais, esses produtos podem representar riscos graves à saúde de quem busca perder peso sem conhecer a verdadeira composição do que está aplicando no próprio corpo.

O problema já mobiliza autoridades brasileiras e internacionais há algum tempo. Em junho de 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a identificação de três lotes falsificados de medicamento à base de semaglutida, encontrados no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos entre outubro e dezembro de 2023. Segundo a organização, os produtos falsificados podem conter doses incorretas, substâncias desconhecidas ou ingredientes nocivos, comprometendo o tratamento e colocando a vida dos pacientes em risco.

No Brasil, o avanço do mercado irregular também aparece nos números das operações de fiscalização. Em maio de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que inspeções realizadas entre janeiro e abril resultaram na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares e na interdição de oito dos 26 estabelecimentos avaliados. Em uma operação conjunta com a Polícia Federal, realizada em abril, foram identificadas transações irregulares de R$ 4,8 milhões envolvendo tirzepatida em quantidade suficiente para produzir mais de um milhão de dispositivos injetáveis

A preocupação ganhou novos desdobramentos em setembro. No último dia 16, a Anvisa proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso da caneta emagrecedora T36, por não possuir registro sanitário no país. A agência destacou que a segurança e a eficácia do produto não foram avaliadas no Brasil.

De acordo com o médico Fabrício Araújo, especialista em saúde hormonal masculina, obesidade e medicina de longevidade, o principal perigo está na impossibilidade de saber exatamente o que existe dentro de um medicamento falsificado. “Quando uma pessoa compra uma caneta emagrecedora de origem desconhecida, ela não tem como saber se está realmente utilizando o medicamento que acredita ter comprado, muito menos se a dose está correta. Estamos falando de substâncias que atuam diretamente no organismo e que precisam de indicação e acompanhamento médico. Uma dose inadequada ou um produto contaminado pode provocar consequências sérias. Não vale a pena colocar a saúde em risco na tentativa de acelerar o emagrecimento“, alerta o médico.

Entre os problemas associados aos medicamentos injetáveis irregulares estão a possibilidade de contaminação microbiológica, falhas na esterilização e armazenamento inadequado, que podem comprometer a integridade do produto. Para Fabrício, a facilidade de acesso a esses produtos, especialmente pelas redes sociais, pode contribuir para que o paciente subestime os riscos envolvidos no tratamento. “Existe uma diferença muito grande entre utilizar um medicamento com indicação médica e comprar uma caneta porque alguém indicou nas redes sociais ou porque o preço está mais atrativo. Cada paciente tem uma condição de saúde, um histórico clínico e necessidades específicas. O tratamento da obesidade precisa considerar tudo isso. Não podemos transformar um medicamento em um produto de consumo comum, como se qualquer pessoa pudesse utilizar sem avaliação prévia“, explica.

O especialista também ressalta que as canetas emagrecedoras podem fazer parte de uma estratégia eficaz para o controle da obesidade, desde que utilizadas por pacientes com indicação clínica, dentro de um planejamento individualizado e com acompanhamento profissional. “O objetivo do tratamento não é apenas reduzir o número na balança, mas melhorar a saúde, preservar a qualidade de vida e alcançar resultados que possam ser mantidos ao longo do tempo. Nenhum resultado estético justifica o risco de utilizar um medicamento falsificado“, conclui.

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Quem foi Rick, da dupla Rick & Renner, que morreu aos 59 anos após queda de helicóptero https://diariocearense.com/quem-foi-rick-da-dupla-rick-renner-que-morreu-aos-59-anos-apos-queda-de-helicoptero/36/03/ Tue, 22 Sep 2026 14:36:03 +0000 https://diariocearense.com/quem-foi-rick-da-dupla-rick-renner-que-morreu-aos-59-anos-apos-queda-de-helicoptero/36/03/ Cantor morreu nesta terça-feira (22), em Santa Catarina; dupla formada nos anos 1980 ficou conhecida nacionalmente com sucessos como “Ela é demais” e “Nos bares da cidade” O cantor Rick, da dupla Rick & Renner, morreu, aos 59 anos, na queda de um helicóptero em Santa Catarina. A informação sobre a morte do cantor foi […]

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Cantor morreu nesta terça-feira (22), em Santa Catarina; dupla formada nos anos 1980 ficou conhecida nacionalmente com sucessos como “Ela é demais” e “Nos bares da cidade”

O cantor Rick, da dupla Rick & Renner, morreu, aos 59 anos, na queda de um helicóptero em Santa Catarina. A informação sobre a morte do cantor foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (22). Na aeronave estavam ainda o empresário Bruno Avelar, o videomaker e o piloto.

Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick, nasceu em Porto Nacional (TO), em 5 de dezembro de 1966. Ele se mudou com a família para Brasília aos seis anos e começou a cantar em bares aos nove, ao lado de uma das irmãs, chegando a ter problemas com o Juizado de Menores por sua pouca idade.

A dupla Rick e Renner foi formada nos anos 1980, em Brasília, e começou a fazer sucesso nos anos 1990, antes da explosão do chamado sertanejo universitário, que renovou o estilo. Entre os principais sucessos da dupla estão “Ela é demais” (do refrão “uma deusa, uma louca, uma feiticeira”) e “Nos bares da cidade”.

Como Rick e Renner se conheceram

A dupla Rick e Renner foi formada em meados dos anos 1980. O parceiro de Rick era Ivair Reis Gonçalves, o Renner, nascido em Brasília em 19 de novembro de 1971.

Renner começou a cantar rock aos 14 anos. Aos 16, tornou-se pai e passou a ajudar a sustentar a família com o dinheiro que ganhava com a música.

Rick e Renner começaram a carreira se apresentando em bares e chegaram a gravar um LP independente. A dupla recebeu ajuda de Zezé Di Camargo e Luciano, que os apresentaram ao produtor Manoel Nenzinho Pinto.

A parceria abriu caminho para a gravação do primeiro disco pela gravadora Continental. Entre os destaques do álbum estavam músicas como “Preciso te Encontrar”, “Você Decide”, “Olhando nos Teus Olhos”, “Mal de Amor” e “A Gente Sempre se Entende”.

Depois do primeiro trabalho, os dois se mudaram para São Paulo para dar continuidade à carreira artística.

O cantor Rick Sollo — Foto: Reprodução/ EPTV

Os sucessos da dupla

A trajetória de Rick e Renner ganhou força ao longo dos anos 1990, com sucessivos lançamentos que consolidaram a dupla no sertanejo romântico.

O grande salto veio em 1998, com o álbum Mil Vezes Cantarei, que trouxe “Ela é Demais”, principal sucesso da carreira da dupla. A música permaneceu por cinco meses consecutivos nas paradas de sucesso e se tornou um dos maiores símbolos da trajetória dos cantores.

Até hoje ela é a música mais tocada da dupla nas plataformas de streaming.

No ano seguinte, o álbum Instante Mágico ampliou ainda mais a popularidade de Rick e Renner, com sucessos como “Muleca”, “Cara-de-Pau”, “Fim de Semana” e “Na Pontinha do Pé”, esta última com participação do grupo Molejo.

Nos anos seguintes, Rick e Renner mantiveram uma sequência de lançamentos e apresentações pelo país. Em 2003, para celebrar uma década de carreira, a dupla lançou um álbum acústico que reuniu alguns de seus principais sucessos, entre eles “Ela é Demais”, “O Amor e Eu” e “Paixão de Peão”. No mesmo ano, os cantores também lançaram o primeiro DVD da carreira.

Dulpa Rick e Renner — Foto: Divulgação

Até 2007, Rick e Renner já haviam vendido mais de 7 milhões de discos e realizavam, em média, 150 shows por ano. A sequência de trabalhos manteve a dupla entre os nomes de destaque do sertanejo brasileiro, enquanto “Ela é Demais” permanecia como um dos principais sucessos e marcas da carreira dos dois.

Já no fim de 2010, Rick e Renner anunciaram o interrompimento do trabalho da dupla, após uma trajetória de 25 anos. Naquele momento, os dois haviam lançado 16 CDs e dois DVDs.

Na época, Rick disse em entrevista ao g1 sobre a decisão de seguir em carreira solo, com nome artístico Rick Sollo: “Estou muito consciente do que quero no momento. Tenho pedido no Twitter que os fãs compreendam a decisão. Eu não tenho problemas com ela. Estou neste exato momento começando a ensaiar um show novo.”

Renner seguiu carreira solo na música gospel, com ajuda de Rick.

“Se eu tivesse que ficar em dupla, ficaria com o Renner. Cada um vai seguir um caminho. Nada impede que nos juntemos novamente, façamos uma turnê. Estamos só dando um tempo. Como não teve brigas, tem chance de retorno”, ele também afirmou em 2010.

Rick lançou os álbuns solo “Pronto pra te amar”, de 2011, e “Foi Deus…” de 2015, sem o mesmo destaque dos sucessos da dupla.

A volta da dupla

Após 8 anos separados, a dupla voltou a trabalhar junta em 2018. Na retomada, lançaram o CD “Seguir em Frente”, pela Radar Records, e iniciaram uma turnê com o mesmo nome.

O álbum reuniu composições de Rick, incluindo “Eu Mereço”, “Filha”, “Esse Amor é Você”, “Nos Bares da Cidade” e “Como Assim”.

Em 2020, durante o período de isolamento social provocado pela pandemia de coronavírus, Rick e Renner fizeram apresentações ao vivo pela internet.

Entre elas estavam as lives “Em prol do Estado do Maranhão”, que arrecadou dinheiro e cestas básicas por meio de doações, e “At Home”. Juntas, as transmissões ultrapassaram 4 milhões de acessos.

A dupla lançou alguns singles nas plataformas de streaming nos últimos anos, como “Estou aqui!”, de 2024, “Porque o Bruto Chora”, de 2025 e “O Caçador”, de 2026, o mais recente.

A dupla estava rodando o Brasil com a turnê comemorativa “Em nome da música”.

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Congresso Internacional de Ortopedia D’Or reúne especialistas do Brasil e do exterior no Rio de Janeiro https://diariocearense.com/congresso-internacional-de-ortopedia-dor-reune-especialistas-do-brasil-e-do-exterior-no-rio-de-janeiro/14/03/ Fri, 18 Sep 2026 10:14:03 +0000 https://diariocearense.com/congresso-internacional-de-ortopedia-dor-reune-especialistas-do-brasil-e-do-exterior-no-rio-de-janeiro/14/03/ Evento acontece nesta sexta (18) e sábado (19), com debates sobre cirurgia robótica, trauma, longevidade, medicina de precisão e integração entre diferentes especialidades no cuidado de pacientes complexos A integração entre diferentes especialidades como estratégia para qualificar o cuidado de pacientes complexos será um dos principais eixos do II Congresso Internacional de Ortopedia D’Or, que […]

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Evento acontece nesta sexta (18) e sábado (19), com debates sobre cirurgia robótica, trauma, longevidade, medicina de precisão e integração entre diferentes especialidades no cuidado de pacientes complexos

A integração entre diferentes especialidades como estratégia para qualificar o cuidado de pacientes complexos será um dos principais eixos do II Congresso Internacional de Ortopedia D’Or, que será realizado nos dias 18 e 19 de setembro de 2026, no Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro

Promovido pela Rede D’Or, o evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais para dois dias de atualização científica, discussão de casos, treinamentos práticos e troca de experiências.

Com uma estrutura que reúne diferentes especialidades e áreas de assistência, a Rede D’Or proporciona um ambiente favorável à discussão de situações que ultrapassam os limites de uma única área médica. No congresso, temas como atendimento ao paciente crítico, infecções, controle da dor, reabilitação e manejo de casos complexos serão abordados a partir da interação da ortopedia com infectologia, anestesiologia, reumatologia, radiologia, fisioterapia, enfermagem e outras especialidades.

A proposta é discutir como essa atuação integrada pode contribuir para decisões mais assertivas e melhores desfechos, especialmente em situações nas quais as condições clínicas do paciente exigem a participação de diferentes equipes.

As inscrições estão abertas e são gratuitas. O congresso é voltado a médicos, residentes, acadêmicos de Medicina e de outras áreas da saúde, além de profissionais da assistência da Rede D’Or e de outras instituições. A programação também representa uma oportunidade de acesso a treinamentos e atualização científica para médicos de diferentes regiões do país, favorecendo a aproximação entre especialistas e a disseminação de conhecimento.

Atualização científica e treinamento prático

A programação do ORTO in Rio contempla os principais desafios e transformações da ortopedia contemporânea, com discussões sobre cirurgia robótica, trauma, coluna, ortopedia esportiva, oncologia, longevidade e cirurgia do joelho, além de novas técnicas cirúrgicas e estratégias para o atendimento de pacientes complexos.

Na cirurgia do joelho, por exemplo, serão discutidos temas relacionados à robótica, preservação da cartilagem e osteotomias. O evento também contará com discussões de casos e atividades práticas, aproximando a atualização científica da realidade da assistência.

Outro destaque é a participação de convidados internacionais, ampliando o intercâmbio científico e permitindo o contato dos profissionais brasileiros com diferentes experiências e práticas. Entre eles estão o argentino Martín A. Buttaro, chefe do Instituto de Ortopedia e Traumatologia “Carlos E. Ottolenghi” e do Centro de Quadril “Sir John Charnley”, do Hospital Italiano de Buenos Aires, e Charlie Yang, cirurgião ortopédico do AdventHealth Porter Hospital, do Colorado (EUA).

Integração e formação de especialistas
Além das conferências e mesas-redondas, o congresso terá espaço para temas relacionados a ensino, pesquisa e formação profissional, com discussões sobre a preparação de novos especialistas e os desafios da prática médica.

Para a coordenadora do evento, Dra. Verônica Fernandes Vianna, que também coordena a Ortopedia dos hospitais Copa Star, Copa D’Or, Glória D’Or, Barra D’Or, Jutta Batista, e os programas de Pós-Graduação, Residência Médica e Fellow em Ortopedia e Traumatologia do IDOR, a integração entre diferentes áreas é fundamental para ampliar a qualidade da assistência.

“A ortopedia está diretamente relacionada a diversas outras áreas da medicina, principalmente quando lidamos com pacientes complexos. O congresso é uma oportunidade de reunir essas diferentes perspectivas, compartilhar experiências e oferecer aos médicos de todo o país acesso à atualização e a treinamentos que possam contribuir para a prática assistencial”, afirma a Dra. Verônica Fernandes Vianna.

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Café Biu do Céu conecta Pernambuco, Minas Gerais e Bahia em nova collab com a Bendito Grão https://diariocearense.com/cafe-biu-do-ceu-conecta-pernambuco-minas-gerais-e-bahia-em-nova-collab-com-a-bendito-grao/49/04/ Tue, 15 Sep 2026 15:49:04 +0000 https://diariocearense.com/cafe-biu-do-ceu-conecta-pernambuco-minas-gerais-e-bahia-em-nova-collab-com-a-bendito-grao/49/04/ Parceria em Caruaru apresenta três cafés especiais selecionados e torrados por Alex Pimentel, destacando a diversidade da produção brasileira O Café Biu do Céu, de Taquaritinga do Norte, no Agreste pernambucano, acaba de firmar uma collab com a cafeteria Bendito Grão, em Caruaru. A parceria leva ao público três variedades de cafés especiais selecionadas pelo […]

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Parceria em Caruaru apresenta três cafés especiais selecionados e torrados por Alex Pimentel, destacando a diversidade da produção brasileira

O Café Biu do Céu, de Taquaritinga do Norte, no Agreste pernambucano, acaba de firmar uma collab com a cafeteria Bendito Grão, em Caruaru. A parceria leva ao público três variedades de cafés especiais selecionadas pelo mestre de torra Alex Pimentel, ampliando as possibilidades de sabores e experiências para quem aprecia a bebida.

Conhecido pela produção artesanal em Taquaritinga do Norte, o Biu do Céu também desenvolve um trabalho de curadoria de grãos de diferentes regiões produtoras do Brasil. Para a parceria com o Bendito Grão, foram escolhidos cafés colhidos em Minas Gerais e na Bahia, com exemplares da Mantiqueira de Minas e da Chapada Diamantina. A seleção parte da proposta de apresentar diferentes terroirs, processos e perfis sensoriais, mostrando a diversidade encontrada na produção brasileira.

Os grãos passam ainda pelo trabalho de torra conduzido por Alex Pimentel, buscando preservar e evidenciar as características de cada café. “Temos um orgulho enorme do café que produzimos em Pernambuco e acreditamos que valorizar essa produção é também mostrar que o nosso Estado tem espaço e qualidade dentro desse universo. Ao mesmo tempo, o Brasil é um país de uma riqueza impressionante quando se fala em café. Buscar grãos em outras regiões nos permite conhecer diferentes terroirs, sabores, aromas e complexidades. Cada origem conta uma história diferente na xícara, e é justamente essa diversidade que encanta quem gosta de descobrir novos cafés”, destaca Alex.

Com a collab, o Bendito Grão passa a ser uma vitrine em Caruaru para essa seleção realizada pelo Biu do Céu. A proposta aproxima o público da cafeteria de diferentes origens do café brasileiro e reforça um movimento que começa no produtor, passa pela escolha do grão e pela torra e termina na experiência de quem recebe a xícara.

Para o Café Biu do Céu, a parceria também amplia um trabalho que tem Taquaritinga do Norte como ponto de partida, mas mantém os olhos atentos ao que é produzido em outras regiões do país. Uma troca entre origens que coloca lado a lado a valorização do café pernambucano e a diversidade de uma das bebidas mais presentes na cultura brasileira.

Serviço:
Cafeteria Bendito Grão
Endereço: Av. Amazonas, 295 – Lj 06 – Universitário, Caruaru – PE.
Telefone: (81) 99849-6059
https://cafebiudoceu.lojavirtualnuvem.com.br/ 
@cafebiudoceu @benditograocaruaru

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IA na educação: entre a inovação e a responsabilidade https://diariocearense.com/ia-na-educacao-entre-a-inovacao-e-a-responsabilidade/32/03/ Wed, 09 Sep 2026 14:32:03 +0000 https://diariocearense.com/ia-na-educacao-entre-a-inovacao-e-a-responsabilidade/32/03/ Diretrizes do CNE estabelecem parâmetros para o uso da inteligência artificial nas escolas e universidades, com foco em aprendizagem, ética e proteção de estudantes Coluna Janguiê Diniz A inteligência artificial (IA) já faz parte da realidade educacional. Ela está presente nas pesquisas realizadas pelos estudantes, na preparação de aulas e em diferentes atividades acadêmicas e […]

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Diretrizes do CNE estabelecem parâmetros para o uso da inteligência artificial nas escolas e universidades, com foco em aprendizagem, ética e proteção de estudantes

Coluna Janguiê Diniz

A inteligência artificial (IA) já faz parte da realidade educacional. Ela está presente nas pesquisas realizadas pelos estudantes, na preparação de aulas e em diferentes atividades acadêmicas e administrativas. Nesse contexto, proibir a sua utilização seria tão inadequado quanto permitir a sua aplicação sem critérios claros e objetivos. Por isso, a aprovação, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira representa um passo fundamental para adequar a formação oferecida no país às exigências e evoluções do nosso tempo.

O documento abrange todos os níveis e formatos de ensino. Seu mérito inicial está em reconhecer que a tecnologia deve permanecer subordinada às finalidades educacionais. A IA pode ampliar possibilidades de aprendizagem, apoiar o trabalho docente, favorecer a acessibilidade e contribuir para a gestão, mas não deve substituir o julgamento, a responsabilidade e a mediação das pessoas.

Ao mesmo tempo, o documento não ignora que os estudantes precisam ser preparados para compreender a tecnologia que já influencia a vida social e profissional. A proposta prevê a integração progressiva da inteligência artificial à educação digital, midiática e computacional. Isso envolve conhecer o papel dos dados, identificar riscos, limitações e vieses, reconhecer conteúdos sintéticos e situações de desinformação, verificar fontes e desenvolver autonomia intelectual, cidadania digital e comportamento ético.

Na educação básica, as diretrizes estabelecem cuidados com as crianças e os adolescentes. Até o 5º ano, os estudantes não deverão ter acesso direto, autônomo ou sem supervisão a ferramentas de IA, especialmente às aplicações generativas, conversacionais, preditivas ou adaptativas. Quando utilizadas, elas deverão integrar atividades mediadas por profissionais da educação, com proteção reforçada dos dados pessoais e comunicação às famílias.

Na educação superior, os desdobramentos são ainda mais amplos. As instituições terão o desafio de integrar a IA à formação acadêmica sem permitir que ela enfraqueça a autoria, o pensamento crítico ou a responsabilidade intelectual. A tecnologia poderá ser estudada em si mesma e empregada como apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais, os projetos pedagógicos dos cursos e as particularidades das diferentes áreas do conhecimento.

Trata-se de um encaminhamento essencial, pois preparar os estudantes para o mercado de trabalho contemporâneo passa, necessariamente, pelo desenvolvimento da capacidade de compreender as possibilidades e limitações desses sistemas, utilizar dados de maneira responsável e reconhecer as implicações éticas, jurídicas e sociais de suas escolhas.

Nesse processo, as licenciaturas ocupam posição estratégica. A formação dos futuros professores deverá abordar o letramento digital docente, o uso pedagógico das tecnologias emergentes, a análise crítica de dados educacionais, a avaliação apoiada por recursos digitais e os aspectos éticos envolvidos. Sempre que possível, esses conhecimentos deverão dialogar com o estágio supervisionado, a extensão e a pesquisa.

Também caberá às instituições de educação superior estabelecer políticas para o uso da IA no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão acadêmica. Será necessário definir parâmetros sobre transparência, autoria, integridade acadêmica, proteção de direitos, declaração do uso da tecnologia e prevenção de condutas incompatíveis com a honestidade intelectual.

A classificação das aplicações em diferentes níveis de risco é outro avanço. Quanto maior o potencial de uma ferramenta interferir em avaliações, certificações, permanência, seleção, benefícios ou sanções, mais rigorosas deverão ser as exigências de transparência, documentação, supervisão e controle. 

Nesse sentido, algumas práticas serão incompatíveis com a educação, entre elas a pontuação social, a inferência automatizada de emoções, a vigilância biométrica contínua, a exploração de vulnerabilidades e a atribuição automática de notas a produções autorais que exijam interpretação. Detectores de conteúdo gerado por IA, por sua vez, não poderão fundamentar isoladamente punições acadêmicas ou disciplinares. Dessa forma, as diretrizes preservam a autonomia institucional, mas deixam claro que autonomia não significa ausência de responsabilidade. 

O novo marco não traz respostas definitivas para uma transformação que seguirá impondo desafios. Oferece, entretanto, algo essencial: princípios para que a inovação avance com segurança, equidade e propósito pedagógico. Ao colocar a inteligência artificial a serviço da aprendizagem e manter as pessoas no centro das decisões, o CNE ajuda a educação brasileira a olhar para o futuro sem abandonar valores que dão sentido à formação humana.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Entre acusações e defesa: o que o processo de Maira Rocha revela sobre a disputa no espiritismo https://diariocearense.com/entre-acusacoes-e-defesa-o-que-o-processo-de-maira-rocha-revela-sobre-a-disputa-no-espiritismo/26/13/ Wed, 09 Sep 2026 14:26:13 +0000 https://diariocearense.com/entre-acusacoes-e-defesa-o-que-o-processo-de-maira-rocha-revela-sobre-a-disputa-no-espiritismo/26/13/ Documentos judiciais, parecer do Ministério Público e manifestações de envolvidos colocam em debate a origem do conflito e a repercussão nacional do caso Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos […]

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Documentos judiciais, parecer do Ministério Público e manifestações de envolvidos colocam em debate a origem do conflito e a repercussão nacional do caso

Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos depois, a reportagem foi ao ar, e quem acompanha Maira passou a ser tratado como “milícia digital”.

Nos últimos meses, a médium e a Casa da Caridade Inácio Daniel foram apresentadas ao país como caso encerrado. O portal Metrópoles falou em “milícia digital”. O Fantástico exibiu acusações ainda sob apuração como se fossem conclusões. Voluntários, frequentadores e mães enlutadas viraram “horda”, “séquito feroz” e “tropa de choque virtual”.

A desproporção salta aos olhos. As acusações partem de um grupo restrito de ex-voluntários e antigos frequentadores, que dizem não ter reconhecido o conteúdo de cartas ou mensagens recebidas. Do outro lado estão milhares de pessoas atendidas ao longo dos anos pela Casa da Caridade, que seguem apoiando Maira e reconhecem o trabalho social da instituição. Foi esse grupo majoritário, e não os acusadores, que passou a ser tratado como integrante de uma organização criminosa. É esse o massacre midiático que os espiritualistas ligados a Maira vêm sofrendo: não se discute mais o que elas acreditam, mas se elas têm o direito de acreditar sem serem rotuladas.

É preciso ser justo: não é toda a imprensa. Outros veículos, como a RedeTV!, e diversos canais têm noticiado o outro lado e aberto espaço para Maira se defender. O problema está em um setor específico da mídia, justamente o de maior alcance, que escolheu contar apenas metade da história.
Uma disputa que começou muito antes das manchetes
O que essa cobertura omite é que essa história não nasceu nas redações. Ela tem nome, data e processo.

Documentos, áudios e depoimentos reunidos no processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014, hoje em fase de recurso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, descrevem uma campanha organizada, iniciada anos atrás, para impedir que Maira fosse recebida em congressos, palestras, programas e centros espíritas.

No centro dessa campanha aparece Guilherme Velho, pesquisador espírita ligado à Federação Espírita Brasileira, a FEB, e uma das vozes mais ativas na contestação pública da mediunidade de Maira.

Segundo testemunhas ouvidas no processo, ele procurou dirigentes para colher assinaturas em abaixo-assinado contra Maira Rocha e Fernando Ben. Pressionou organizadores de eventos. Um dirigente de centro espírita em Santarém, Portugal, relatou ter recebido, de número atribuído a Guilherme Velho, mensagem pedindo que a médium não fosse recebida, com a afirmação de que ela teria saído “fugida” do Brasil e a menção a supostas denúncias na Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF.

Em 19 de agosto de 2026, a 1ª Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios analisou esse conjunto e opinou pela condenação dos acusados. O parecer afirma que as condutas ultrapassaram a mera divergência doutrinária e que os acusados teriam atuado como “inquisidores modernos” dentro do próprio espiritismo.

É preciso dizer com precisão: trata-se de um parecer em recurso, não de uma condenação definitiva. Mas é o Ministério Público, e não a defesa de Maira, quem descreve o caso como perseguição e discriminação religiosa.
O apoio institucional à campanha
Guilherme Velho não age sozinho. Em áudio já divulgado e que será encaminhado aos veículos citados, Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF, declara apoio a Guilherme Velho em sua empreitada, a mesma que o Ministério Público classificou como perseguição religiosa.

O detalhe torna o registro ainda mais relevante: Paulo Maia é testemunha arrolada por Guilherme Velho no processo por intolerância religiosa. Quem depõe em favor do acusado, portanto, não é observador neutro, mas dirigente engajado na mesma campanha que o Ministério Público examinou.

A FEDEF não é uma entidade isolada. Ela integra o sistema federativo da Federação Espírita Brasileira, a FEB, entidade máxima do espiritismo no país, à qual o próprio Guilherme Velho é ligado. O apoio, portanto, vem de dentro da estrutura oficial do movimento espírita, e vem depois do linchamento público a que Maira foi submetida e do parecer do Ministério Público.

Uma federação religiosa tem todo o direito de discordar de uma médium. O que não se explica é que seu presidente empreste o nome da entidade a um esforço para excluir alguém do espaço religioso, justamente a prática que o Brasil já conheceu quando a polícia invadia centros e apreendia os livros de Allan Kardec.
Um linchamento anunciado
É preciso deixar claro o propósito desta matéria. Não se trata de atacar a imprensa, que em boa parte tem cumprido seu papel e ouvido os dois lados. Trata-se de expor fatos que foram omitidos: que Maira Rocha é parte em um processo por intolerância religiosa; que Guilherme Velho, a principal voz contra ela, é acusado nesse processo; e que nada disso foi dito ao público quando as acusações foram ao ar.

E há um detalhe que muda a leitura de toda a cobertura.

Em 2024, muito antes de qualquer reportagem ir ao ar, Maira Rocha registrou ocorrência policial relatando que Guilherme Velho a ameaçava de “levá-la ao Fantástico”. O boletim integra os autos do processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014 e pode ser conferido por qualquer um.

Dois anos depois, o Fantástico exibiu a reportagem. Com as mesmas acusações. Com a mesma fonte.

Não se trata de dizer que a emissora agiu de má-fé. Trata-se de constatar que o programa acabou usado exatamente como havia sido anunciado: como instrumento de uma campanha que já corria na Justiça sob a acusação de intolerância religiosa. A ameaça foi registrada, documentada e depois cumprida.

Conforme informações e fontes ouvidas pela reportagem, existe ainda uma relação de amizade entre Guilherme Velho e pessoas ligadas à produção do Fantástico, entre elas integrantes da equipe que produziu a reportagem sobre Maira. Não se acusa ninguém de irregularidade. Mas é um fato que, somado à ameaça registrada em 2024 e à omissão do processo judicial, põe em xeque a independência das investigações ditas sobre Maira.

Conversar com fontes faz parte do jornalismo. A questão é outra: a emissora sabia que sua fonte já figurava em depoimentos judiciais como articulador de uma campanha para afastar Maira dos eventos espíritas? Sabia que essa mesma fonte havia sido apontada, em ocorrência policial, como quem prometia usar o programa contra a médium? Informou ao público que parte das acusações poderia ser desdobramento de um conflito iniciado anos antes?

Quando a mesma narrativa circula em grupos religiosos, canais de vídeo, portais e televisão aberta, cria-se a aparência de muitas fontes independentes. Muitas vezes, é uma só história repetida.
O que a defesa apresentou e ninguém mostrou
Maira Rocha não se calou. Apresentou um parecer grafotécnico particular que contesta os documentos divulgados como prova de fraude. Apresentou um áudio de 2020 em que se diz disposta a fazer uma demonstração pública de psicografia e a procurar o NUPES, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para entender o teste que lhe propunham.

E, no episódio mais explorado, o da suposta doação induzida de R$ 300 mil, a própria família apontada como vítima gravou um vídeo negando qualquer pedido ou pressão. A iniciativa, disseram, foi da mãe. Maira apenas agradeceu.

A acusação ganhou manchetes nacionais. O desmentido da família não recebeu a mesma visibilidade. Um parecer técnico contra os documentos foi ignorado. Isso não é apuração, é escolha editorial.
Uma velha lógica com instrumentos novos
O Brasil já criminalizou o espiritismo. O Código Penal de 1890 punia com prisão quem “praticasse o espiritismo” para “subjugar a credulidade pública”. Médiuns foram presos dentro de centros; livros de Kardec foram apreendidos como prova.

Ninguém está sendo preso hoje. Mas a lógica é reconhecível: alguém se apresenta como autoridade para separar a mediunidade “verdadeira” da “falsa”, a prática religiosa é associada a fraude, e a pessoa é empurrada para fora dos espaços religiosos e para o banco dos réus, enquanto seus seguidores viram “milicianos”.

Vale lembrar que intolerância religiosa não é apenas uma questão moral: é crime. A Lei 7.716/1989 pune com um a três anos de reclusão quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por motivo de religião, pena que sobe para dois a cinco anos quando o ato é cometido por meios de comunicação ou redes sociais. Desde 2023, a injúria por motivo religioso também é tratada como crime de racismo, e a Constituição declara o racismo inafiançável e imprescritível. É nesse terreno que o Ministério Público situou a conduta atribuída a Guilherme Velho.

A liberdade religiosa não é salvo-conduto para crime. Havendo prova concreta, que se investigue e se responsabilize individualmente. Mas a liberdade de imprensa também não autoriza condenar antes do julgamento nem transformar uma comunidade de fé em suspeita coletiva.

Os veículos que têm ouvido os dois lados mostram que é possível fazer diferente. O que a sociedade precisa ver é o caso inteiro: as acusações, sim, mas também o processo, o parecer do Ministério Público, o laudo, o áudio, o vídeo da família e a origem da campanha. Só então cada leitor poderá decidir quem, nessa história, realmente persegue quem.

O espaço permanece aberto para manifestação do portal Metrópoles, da TV Globo, da equipe do Fantástico, de Guilherme Velho, de Paulo Maia, da FEDEF, da FEB e dos demais citados.

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Grupo Ouro Preto prepara entrada no setor hoteleiro e negocia empreendimento no litoral do Nordeste https://diariocearense.com/grupo-ouro-preto-prepara-entrada-no-setor-hoteleiro-e-negocia-empreendimento-no-litoral-do-nordeste/37/03/ Wed, 09 Sep 2026 10:37:03 +0000 https://diariocearense.com/grupo-ouro-preto-prepara-entrada-no-setor-hoteleiro-e-negocia-empreendimento-no-litoral-do-nordeste/37/03/ Negociação estaria em estágio avançado e marca nova frente de expansão do grupo, que já atua nos setores de comunicação, eventos e esportes O Grupo Ouro Preto está próximo de dar mais um passo importante em seu processo de expansão. Já presente em diferentes segmentos, o grupo prepara sua entrada no ramo hoteleiro e estaria […]

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Negociação estaria em estágio avançado e marca nova frente de expansão do grupo, que já atua nos setores de comunicação, eventos e esportes

O Grupo Ouro Preto está próximo de dar mais um passo importante em seu processo de expansão. Já presente em diferentes segmentos, o grupo prepara sua entrada no ramo hoteleiro e estaria nos últimos detalhes para concluir a aquisição de um empreendimento de grande porte no litoral do Nordeste.

As informações sobre a negociação ainda são mantidas sob reserva. O nome do empreendimento e a localização não foram divulgados, mas, segundo informações obtidas pela nossa equipe, o empresário Robson Ouro Preto, CEO do Grupo Ouro Preto, conduz pessoalmente as tratativas e a negociação estaria em estágio avançado.

A possível chegada à hotelaria representa mais uma frente de atuação do grupo, que já desenvolve atividades nos setores de comunicação, eventos e esportes. A estratégia sinaliza uma diversificação dos negócios e uma aproximação ainda maior com os segmentos de turismo, entretenimento e serviços.

Experiência internacional na gastronomia

O setor de hospitalidade também não é totalmente novo para Robson Ouro Preto. O empresário já teve experiência no ramo gastronômico em Portugal, onde esteve à frente do conhecido Restaurante Mercado do Peixe, na Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores.

Essa trajetória pode contribuir para o novo projeto, principalmente pela relação direta entre gastronomia, turismo e hotelaria.

Nos bastidores, a expectativa agora fica para o anúncio oficial. Caso a negociação seja concluída, o Grupo Ouro Preto passará a acrescentar a hotelaria ao seu portfólio, marcando uma nova fase de expansão.

Comunicação, eventos, esportes e, em breve, hotelaria: o Grupo Ouro Preto amplia horizontes e prepara mais um capítulo de sua trajetória empresarial.

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