Ana Clara Antero Oliveira, uma jovem de 21 anos, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, está prestes a ser transferida da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a enfermaria. A informação foi divulgada pelo padrasto da jovem, José Ayrton, nesta quarta-feira (7). Ele afirmou que a equipe médica já autorizou a mudança de Ana Clara devido à sua recuperação significativa. O caso atraiu atenção após a jovem ter suas mãos amputadas durante o ataque e passar por uma complexa cirurgia de reimplante no Instituto Dr. José Frota.
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“Ela está se recuperando bem, e em breve será transferida para a enfermaria. Apenas aguardamos sua saída da UTI, mas ela já está liberada para o novo leito”, declarou José Ayrton em um áudio enviado à reportagem.
Desde o dia 1º de maio, Ana Clara está internada em Fortaleza, cidade onde foi levada após sofrer ferimentos severos durante um ataque ocorrido em sua própria casa, localizada no Sertão Central.
Avanços na recuperação pós-cirurgia das mãos
Ana Clara continua recebendo tratamento em Fortaleza (Foto: Reprodução)
A jovem passou por uma cirurgia complexa que durou cerca de 12 horas para o reimplante das mãos, com uma equipe composta por aproximadamente 15 especialistas em microcirurgia e cirurgia da mão.
Nos últimos dias, parentes relataram progressos notáveis na saúde de Ana Clara. De acordo com seu padrasto, ela conseguiu movimentar os dedos das duas mãos após a operação, elevando as expectativas sobre sua capacidade de recuperar os movimentos.
Além disso, Ana Clara está consciente, interagindo com seus familiares e apresentando sinais encorajadores segundo os médicos. Apesar dos avanços, ela continuará sob cuidados médicos rigorosos e enfrentará um extenso processo de fisioterapia e reabilitação.
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Investigação sobre tentativa de feminicídio em Quixeramobim avança
A tentativa de feminicídio ocorreu na madrugada do dia 1º de maio. De acordo com as investigações policiais, Ana Clara foi atacada pelo namorado Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, que contou com a ajuda do irmão Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos.
A Polícia Civil informou que os suspeitos usaram uma foice durante o ataque. Ana Clara sofreu cortes profundos em diversas partes do corpo e teve uma das mãos completamente amputada enquanto tentava se defender.
Mesmo gravemente ferida, Ana Clara conseguiu pedir socorro e identificar seus agressores. Ambos foram detidos em flagrante poucas horas após o crime e estão sob custódia judicial enquanto respondem pela acusação de tentativa de feminicídio.
O incidente gerou ampla repercussão no Ceará e reacendeu debates sobre violência doméstica e proteção às mulheres na região interiorana do estado.
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